TV 3.0 4K/8K Terrestre no Brasil

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Eu vi que citaram a DTV+ no Jornal Nacional e comentei do sofá o que eu digo aqui, no meu caso não me interessa ver o silicone da Ana Maria Brega em 4k, pior que passou ela 😂 e nem a Anitta que passou pouco antes grunhindo com som imersivo!
Q sorte q vc pode escolher o q ver.
Ironias a parte, imagine F1, Copa do Mundo, Olimpíadas, Rock in Rio, Shows, Filmes, Séries....tudo em 4k, de graça sem ter q usar internet
 
Eu vi que citaram a DTV+ no Jornal Nacional e comentei do sofá o que eu digo aqui, no meu caso não me interessa ver o silicone da Ana Maria Brega em 4k, pior que passou ela 😂 e nem a Anitta que passou pouco antes grunhindo com som imersivo!

É dois! Não quero ver a múmia siliconada da Ana Maria Praga em 4K e cacarejando com som imersivo.
 
Um resumo geral sobre como está o panorama nesses dias que antecedem a estreia da TV 3.0:

TV 3.0: Aquário e Intelbras realizam venda de receptores
A um dia do início do Mundial, compras feitas na pré-venda ainda não foram faturadas

como sempre o jornalista Mauricio Viel do São Paulo Broadcast bem antenado traduzindo o sentimento de frustração de quem já reservou o set top box com a expectativa de receber ate amanha.
Onde está o jeitinho brasileiro? se fosse tempos da antiga Sta Efigenica, a meca do comercio eletronico da capital, infelizmente agora em decadencia, já teriam caixinhas para pronta entrega mesmo que o preço fosse mais salgado para os early adopters.
Sites como Amazon, Mercado Livre informam exatamente, as vezes até o periodo, em que um produto vai ser entregue e quase sempre antecipam. Esse lance de A PARTIR DE deixa o comprador numa espera agoniante.
Parece que até agora ninguem foi presenteado com a tal data prevista pela Aquario para dia essa 2a feira dia 08. Triste isso...
 
Saiu um relatório de testes de recepção dos sinais da DTV+ da Globo no Rio de Janeiro no SEI da Anatel, link: https://sei.anatel.gov.br/sei/modul...QAdCctexS7umon_J3zz7n49ksfowoYb1vWCvJ3Gk67Dcn
Ou seja, a parte da Zona Oeste do RJ que está parcialmente coberta pela DTV+ é apenas Sulacap (hoje Valqueire é zona sudoeste e la também pega). O relatorio trafegou na altura da Transolimpica (uma estrada que vai de Deodoro até a Barra da Tijuca) e naquele ponto ja se apresenta erros de recepção.

O que ta bom considerando a nao existência de antena externa pra dtv+. Na tv 2.5 quando morava na Sulacap as vezes tinha problemas de recepção da Globo HD do Sumaré com antena externa e captando os outros canais 🤡
 
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Se 18.83Mbps for o bitrate usado na Globo DTV+ fiquei animado. Considerando o codec de video VCC (H266) que é mais eficiente que o HEVC usado hoje, seria o equivalente a uns 35Mbps em HEVC, um bitrate proximo dos discos bluray 4K de capa preta que importo dos Estados Unidos.

O sportv4k no streaming usa 18Mbps em HEVC e a f1tv trabalha com 15-17 Mbps de bitrate medio em HEVC em 4K.
 
como sempre o jornalista Mauricio Viel do São Paulo Broadcast bem antenado traduzindo o sentimento de frustração de quem já reservou o set top box com a expectativa de receber ate amanha.
Onde está o jeitinho brasileiro? se fosse tempos da antiga Sta Efigenica, a meca do comercio eletronico da capital, infelizmente agora em decadencia, já teriam caixinhas para pronta entrega mesmo que o preço fosse mais salgado para os early adopters.
Sites como Amazon, Mercado Livre informam exatamente, as vezes até o periodo, em que um produto vai ser entregue e quase sempre antecipam. Esse lance de A PARTIR DE deixa o comprador numa espera agoniante.
Parece que até agora ninguem foi presenteado com a tal data prevista pela Aquario para dia essa 2a feira dia 08. Triste isso...
Eu fiz uma a simulação de outro pedido, mas com retirada na fábrica la em maringa, tenho parentes lá mesmo assim o prazo foi de 6 dias úteis, complicado , como disse se vir pro 2° jogo ja estamos no lucro
 
Exatamente a mesma previsão aqui, negócio é esperar , porém não acredito mesmo que chegue até quinta.

Eu fiz uma a simulação de outro pedido, mas com retirada na fábrica la em maringa, tenho parentes lá mesmo assim o prazo foi de 6 dias úteis, complicado , como disse se vir pro 2° jogo ja estamos no lucro
Somente agora que recebi um e-mail da Aquário dizendo que meu pedido está em separação.
Consegui indicação de um contato na Intelbras. Quem estiver em S Paulo faça contato comigo no particular e tente negociar uma retirada para usufruir da Copa desde a abertura.
Isso é somente um contato, não tenho qqr garantia que será possivel uma retirada até amanha, até pq não tentei por estar bem longe dessa area de cobertura atual.
 
Última edição:
Algum membro do fórum da região de Curitiba fez a compra do kit da TV 3.0? Estou curioso para saber se os testes divulgados pela TVCI já estão sendo realizados.
 
nao consigo abrir por ser materia exclusiva dos assinantes. Favor postar um resumo. Estou curioso do que as outras emissoras, fora a Globo, estão planejando.


DTV+: o que as emissoras brasileiras vão oferecer e quem já pode assistir à TV 3.0​

Com diferentes objetivos, Globo e EBC saem na frente, mas tecnologia ainda só permite um caráter experimental da nova era da TV aberta​


Por Danilo Casaletti

Em desenvolvimento desde 2019, a TV 3.0, ou DTV+, começa a ganhar forma comercial nesta semana, ainda que em fase bastante experimental. A mudança de padrão de tecnologia vai elevar a TV aberta a um patamar de alta qualidade ao oferecer aos telespectadores transmissão em 4K e, no futuro, em 8K, além de som imersivo com o sistema de áudio de última geração MPEG-H — atualmente restritos aos canais a cabo e às plataformas de streaming. O novo sistema trará também novas possibilidades de interação com o telespectador, publicidade segmentada e regionalizada, entre outras funcionalidades.

Isso será viável porque a DTV+, nome comercial derivado de Digital Television Plus, vai conjugar a radiodifusão (a transmissão tradicional via ar) com a banda larga. Isso tornará a TV aberta mais parecida com uma plataforma de streaming — inclusive, os canais, em vez de números, poderão ser acessados por ícones na TV, em tablets e celulares. Em termos mundiais, os Estados Unidos e a Coreia do Sul estão à nossa frente, já com operações comerciais.

Duas emissoras se colocam à frente na largada para a DTV+. A TV Globo estreia nesta terça-feira, 9, uma campanha protagonizada por Sabrina Sato e Nicolas Prattes que fala em ampliação de “engajamento” e “um novo jeito de se relacionar” com a TV aberta. A EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que abarca a TV Brasil, de caráter público, acelera os testes, destaca o caráter de serviço que irá oferecer e se posiciona como uma das instituições que, junto com o Ministério das Comunicações, liderou o debate da implementação da nova tecnologia no País.

O Estadão entrou em contato com as principais canais de televisão do País para questionar com quais planos e prazos elas trabalham para implementar a DTV+ em sua programação. A TV Cultura explica que está em fase de “construção de um plano de transição para a TV 3.0, envolvendo todas as áreas da emissora, com a finalidade de identificar as adequações necessárias”. SBT, Record TV e Band TV não responderam.
A Globo, em vantagem nessa corrida, lançou suas estações técnico-experimentais em abril de 2025, quando completou 60 anos no ar. O veículo escolheu a Copa do Mundo da Fifa, que se inicia no dia 11, para comunicar ao seu público que, em teoria, já transmite na DTV+ em três praças habilitadas para a ferramenta: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília (Plano Piloto). Até 2030, o plano é estar nas 15 regiões metropolitanas que fazem parte do PNT (Painel Nacional de Televisão).

Segundo Leonora Bardini, diretora executiva da TV Globo, para este primeiro momento, a ideia é reforçar para o telespectador as camadas de interatividade que ela já utilizava na TV 2.5 (veja mais abaixo a linha evolutiva da televisão no Brasil), em televisores fabricados a partir de 2020 e 2021.

“Estamos em uma Copa com muitas seleções [são 48, 16 a mais do que no torneio anterior]. Teremos um aprofundamento estatístico dos jogos e enquetes. Vamos convidar o público a participar mais”, diz a executiva. Outra possibilidade atrativa é ter dois vídeos rodando simultaneamente na tela, o dual view, com a imagem ao vivo do jogo e um replay pré-selecionado pela emissora de alguma jogada ou de um gol.

A Globo não disponibilizará o Cloud DVR, ou seja, a função de voltar ou pausar uma transmissão ao vivo, como é possível no streaming (inclusive no Globoplay, plataforma por assinatura da Globo). “Para a TV aberta, acreditamos na experiência ao vivo. É um ativo muito forte”, justifica Leonora, citando a morte do personagem Arthur Brandão, interpretado por Antônio Fagundes na novela Quem Ama Cuida, exibida recentemente com bastante repercussão entre o público.

Nada será impositivo, de acordo com o canal. “Não queremos interromper ou criar ruído para aquelas pessoas que desejam assistir da maneira que sempre assistiram à TV aberta. Mas, para quem quiser uma camada a mais, teremos, com navegação rápida via controle remoto”, explica Leonora.

Além do esporte, os realities e o jornalismo também ganharão recursos — a Globo ainda não revela quais são seus planos para as Eleições. A teledramaturgia será um território a ser explorado com parcimônia em relação à forma de exibir seu conteúdo, de acordo com a emissora. A Globo fez pesquisas em oito regiões brasileiras para entender o que o telespectador deseja. O resultado é óbvio: comprar os itens de cena, como o vestido de uma personagem ou um vaso do cenário. Essa funcionalidade, na verdade, já é possível com o uso de inteligência artificial - basta apontar o celular para algum objeto que aparece na TV e pesquisar.

Carolina Duca, diretora de infraestrutura e telecom da Globo, diz que a emissora trabalha para que o sistema da TV aberta evolua para ir ao encontro do que as áreas de programação, conteúdo e negócios entenderem que fará sentido para o usuário. “Não pensamos na tecnologia pela tecnologia. É o que ela pode habilitar de novos negócios para gerar receitas adicionais que permitam a implementação do projeto”, diz.

Antena digital interna e migração para a TV 3.0​


Há cerca de 20 dias, a Globo tem feito uma campanha ostensiva em seus telejornais e canais digitais para que os telespectadores adquiram uma antena digital interna, que custa entre R$ 20 e R$ 40. O aparelho permite assistir à TV aberta com sinal de alta qualidade e sem atraso. O apelo da empresa é o torcedor não ter que ouvir, durante a Copa, seu vizinho — eventualmente com uma TV por assinatura ou plataforma de streaming — gritar gol antes dele.

É verdade. Mas também é fato que se trata de uma espécie de “movimento casado”, como define Leonora Bardini, para a futura migração para a 3.0. “Queremos habilitar mais gente para participar dessa primeira fase da DTV+”, diz. A Globo não revela quanto vai investir em seu projeto da DTV+.

Plataforma Comum, da EBC, chega a São Paulo e Brasília​


A EBC, Empresa Brasil de Comunicação — que tem em seu guarda-chuva os veículos públicos de comunicação TV Brasil, Agência Brasil, Rádio MEC e Rádio Nacional —, inaugurou no mês de abril sua estação de testes da TV 3.0, em Brasília. A iniciativa é uma parceria com o Ministério das Comunicações e com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A TV Brasil, por sua característica, não pode explorar os recursos comerciais que a nova tecnologia oferece, ou seja, não poderá ofertar produtos ao seu público ou vender a blusa que Cissa Guimarães, apresentadora do Sem Censura, sucesso nas redes sociais, estará usando no programa.

Na EBC, a TV 3.0 possibilitará, então, com destaque na interface da DTV+, a implementação da chamada Plataforma Comum, um aplicativo que reunirá diversos serviços do Governo Federal, como o portal Gov.br, SUS Digital e o recém-lançado Tela Brasil, ao lado também de outros canais federais, como a TV Câmara e a TV Senado. A partir desta semana, a Plataforma Comum estará disponível em São Paulo e Brasília, em uma versão experimental. Os alertas de fenômenos climáticos, como chuvas ou ventos fortes, também vão migrar para a TV, com possibilidade maior de regionalização.

Para Antonia Pellegrino, diretora-presidente da EBC, no campo público essa será a maior inovação que a DTV+ vai oferecer. “Quase todo brasileiro acessa o Gov.br. Entrar nele e, a partir dali, também entrar na TV Brasil ou o Tela Brasil é muito poderoso”, diz. Antonia vai além da funcionalidade: “Cultura e comunicação pública são direitos da população. A 3.0 coloca essa dimensão de uma forma mais explícita, mais nítida, na mesma prateleira”.
Dentro dos limites de sua função, a TV Brasil também terá atrativos. O telespectador poderá escolher, por exemplo, de qual câmera assistir ao Sem Censura ou, então, selecionar apenas o som da torcida de uma transmissão esportiva — o canal atualmente transmite jogos de campeonatos estaduais.

De acordo com Antonia, a fase de desenvolvimento da Plataforma Comum custou R$ 25 milhões. Porém, haverá necessidade de mais recursos no futuro, inclusive para uma rede de entrega de conteúdo (CDN) própria e soberania de dados. “É algo extremamente contemporâneo. Articularemos essa questão por meio de um consórcio com o governo federal”, afirma.

Em fevereiro deste ano, o governo federal, via Ministério das Comunicações, deu início às tratativas com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial para o financiamento de até US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,7 bilhões) para viabilizar a transição para a DTV+ no Brasil. O Estadão questionou o ministério sobre o avanço da proposta, mas não obteve retorno.

(continua)​

 
(continuação)

Já será possível assistir à DTV+?​


Em uma linha evolutiva da televisão brasileira, os marcos tecnológicos podem ser apontados dessa maneira:
  • 1950: TV 1.0, analógica e em preto e branco
  • 1972: 1.5, analógica e colorida
  • 2007: 2.0, digital e HD
  • 2021, 2.5, DTV Play e áudio imersivo
  • 2025 (mas com lançamento comercial neste ano:: 3.0 ou DTV+
Embora o marco da DTV+ seja 2025 e o lançamento comercial agora, em junho de 2026, ainda há muitas questões tecnológicas para colocá-la de pé em sintonia.
No momento, a DTV+ poderá ser acessada via conversores que já começam a chegar ao mercado — Intelbras e Aquário estão comercializando kits que custam de R$ 600 a R$ 700.

Não há televisores disponíveis com esse recurso sendo produzidos ou vendidos no Brasil com o chip da TV 3.0 integrado. Ainda que previsões apontem que isso deva ocorrer já neste segundo semestre, a entrada na linha de produção deve atrasar.
O Estadão consultou os principais fabricantes de TV para saber se há algo no horizonte. A Samsung afirma que “está monitorando o desenvolvimento da nova tecnologia e comunicará ao mercado, oportunamente, sobre os próximos passos da iniciativa”. A LG diz que aguarda “o processo de definição técnica” e que ainda é “prematuro” dar qualquer previsão para que o novo modelo entre em sua linha de produção. A TPV, que produz os aparelhos da Philips, também não tem qualquer previsão para a fabricação. A Sony Brasil não retornou o contato.

Além de especificidades técnicas, os fabricantes terão que colocar no controle remoto um botão que levará direto à DTV+ — a condição está no decreto que regulamenta a TV 3.0 no Brasil, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2025.

Neste momento, tudo será acessado ainda de forma “experimental”, segundo Sergio Santoro, coordenador do Módulo de Mercado do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (Fórum SBTVD), que acompanhou todas as etapas da implementação dessa mudança no sistema de TV aberta no Brasil com representantes de emissoras, fabricantes de aparelhos de TV e universidades brasileiras.

“A fase é de refino da implementação. Sugiro que os telespectadores aguardem um pouco para usufruírem do que será oferecido, até para obter equipamentos mais acessíveis”, diz Santoro. “Pessoalmente, não acredito que seja possível assistir à Copa do Mundo nesse novo modelo. Talvez isso ocorra em locais públicos para demonstração da tecnologia”, completa.

A estimativa inicial é de que a implementação da DTV+ no País dure cerca de 10 anos — com possível prorrogação para mais cinco anos em função de sua complexidade. A título de comparação, a transição da TV analógica para a digital durou 15 anos.

Previsões, inclusive do Fórum, apontam que o custo de implementação em todo o País seja de cerca de R$ 12 bilhões, valor que, segundo Santoro, deve cair com o decorrer do tempo.
“O faturamento das emissoras diminuiu consideravelmente nos últimos anos em função do advento do streaming e do aumento da concorrência. No entanto, o share de audiência [porcentagem de domicílios ligados em determinado conteúdo] da TV aberta ainda é significativamente maior do que em outros países”, expõe Santoro para justificar o investimento. Nos Estados Unidos, a soma da TV linear (aberta mais a cabo) é de 50%. No Brasil, o mesmo índice gira em torno de 70%.

Santoro trabalha com uma previsão de concretização da DTV+ no Brasil a médio prazo, até mesmo para que as políticas de implementação possam ser executadas de maneira satisfatória e os fabricantes de equipamentos, tanto de transmissão quanto de recepção, possam se adequar às demandas técnicas.

“Paulatinamente, o sistema começará a rodar. No momento, minha estimativa é que, no começo de 2027, outras emissoras apresentem seus planos e conteúdos para a DTV+”, finaliza.
 
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