O que define a largura de banda é o hardware do satélite e dos seus transponders, e não a frequência que ele opera. Seja em banda Ku ou Ka.
Quando um satélite é projetado, já se define a largura de banda de todos os transponders pensando no uso futuro, podendo ter de (por exemplo), 36 ou 72 MHz de largura. Ou mais.
Quanto maior a largura em MHz, mais canais se consegue transmitir nesse espaço.
A Directv EUA opera com vários satélites em órbitas vizinhas há mais de 15 anos. Os múltiplos LNBs são usados por esse motivo, e também para eliminar a necessidade de se instalarem várias antenas na casa de um mesmo cliente.
Como a grade da Directv sempre foi gigantesca, desde muito cedo (antes de se pensar em canais HD ou 4K inclusive) se tornou impossível transmitir toda a grade usando um só satélite. Ainda mais com a pressão crescente do mercado americano por carregamento de canais locais.
Sobre banda Ka, os transponders em banda Ka originalmente foram desenvolvidos para carregar as dezenas de afiliadas locais das principais redes abertas americanas.
Sequer existia canais 4K nessa época.
Cada transponder Ka tem um foco em determinada região do footprint, possibilitando iluminar apenas a região que cada afiliada cobre. São os chamados "Spots".
Isso deu fôlego à Directv para concorrer com as operadoras de cabo, que usavam como principal argumento de venda carregarem todos os canais locais.
Sobre o cálculo de canais por transponder, isso é relativo e muda conforme o bitrate, codec usado, e encoder (hardware de codificação do sinal) usado.
Com mudança em cada uma dessas variáveis, o número muda.
Mudando o tipo de programação, o número também muda, pois canais de notícias usam menos banda, e com isso podem agrupar mais canais desse tipo junto, assim como esportes usam mais banda por ter mais movimento, e com isso cai a quantidade de canais possíveis por frequência.
Então, não existe um número fechado e exato pra isso, seja qual for a resolução do canal.