Era visível isso, as 4 emissoras deles (89, Disney, Nativa e Alpha) já abragem quase que a totalidade de segmentos musicais comerciais: pop hits sertanejo adulto e rock. O que sobra pra 100.1 é justamente a programação talk.
Por mais que desejamos ter outros segmentos mais alternativos, eles não dão audiência e faturamento, que é do que vivem as rádios. Veja emissoras que ousaram na playlist (Mit FM, Oi FM...) e depois fecharam. Veja segmentos menos comerciais só adotados por emissoras governamentais ou educativas (música clássica, por exemplo, na Cultura FM, Rádio MEC), diferente de outros países, a Inglaterra possui a Classic FM, uma emissora clássica instrumental e ao mesmo tempo comercial brigando audiência com a BBC 3.
No Brasil gostariamos uma só de R&B, uma só de Jazz, uma só de Blues, mas infelizmente não rola. Há uma exceção segmentada no RS que são radios 24h de musicas tradicionalistas gaúchas, pois dá retorno, fora isso pouca coisa. A Energia aposto que ganha muito mais com futebol e pop do que fosse focada só na dance music, é muito nichado.
Infelizmente essa é a realidade por aqui, rádios cada vez mais comerciais e brigando umas com as outras nos segmentos que dão mais retorno (poprock, adulta, popular e jornalismo/esporte).