TV 3.0 4K/8K Terrestre no Brasil

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A ideia é ter transmissores dentro da área da geradora mesmo, por exemplo, dividir SP em zonas e colocar transmissores menores para fazer essa segmentação...
Que tecnologia enfadonha é essa que precisa de vários transmissores? Mais uma vez limitando as emissoras menores, a não ser que autorizem fazer um consócio entre emissoras e usarem o mesmo parque/praça por região e retearem os custos...

Por isso o fast-Chanel ta engolindo tudo, eu consigo entregar o nicho do nicho diretamente assertivo.
 
Olha, a legislação não teria que ser só adaptada. Ela teria que ser refeita. Retransmissora não é só retransmissora por um capricho. É porque há um estudo de viabilidade econômica de exploração do serviço de TV para a região atendida. Imagine por exemplo Uberaba, uma cidade que só tem 3 geradoras, que hoje são das redes Globo, Bandeirantes e ISTV. A Record e o SBT, por exemplo, não tem geradoras lá. Então não podem vender anúncios pra lá, a não ser que veiculem esse anúncio em toda a sua área de cobertura, que inclui Uberlândia, Ituiutaba, Araguari, etc. Se com a TV 3.0 eles puderem passar a usar a retransmissora que têm em Uberaba para exibirem conteúdo pra lá vai causar um desequilíbrio de forças com as emissoras que mantém geradoras lá, que são obrigadas a manter infraestrutura lá, que pagaram milhões de reais para ter a concessão de geradora lá. A praça não foi calculada para ter 5 geradoras e sim 3. Não há mercado publicitário na praça para manter todas. Não há canetada suficiente pra trocar isso tudo nem nos próximos 15 anos.

E anotem. Vai ser também pela internet, se não for só pela internet. Quem fica falando que vai ser via RF é técnico. E técnico nunca é ouvido na tomada dessas decisões.
Aqui eu concordo contigo: no marketing, o mais importante sempre será a entrega de resultado, independentemente do canal utilizado. Cada mídia tem seu papel dentro da estratégia, mas hoje o mercado mudou muito, principalmente na forma como as empresas enxergam retorno e investimento.

Se uma campanha depende de várias “repetidoras” ou de uma estrutura muito grande para funcionar, muitas empresas já começam a enxergar isso como um custo alto demais em comparação ao retorno imediato que conseguem em plataformas digitais. E isso vale tanto para pequenos negócios quanto para grandes empresas. Hoje, praticamente todo empresário já entende que o tráfego pago oferece algo que a TV dificilmente consegue entregar com precisão: resultado rápido, mensuração clara e otimização constante.

Na minha visão, a televisão continua sendo extremamente forte, mas em outro aspecto: autoridade, posicionamento e construção de marca. Estar na TV ainda transmite relevância, confiança e presença de mercado. O problema é que muitas vezes as pessoas confundem isso com conversão direta em vendas. São coisas diferentes. Uma coisa é ter essa tecnologia para por alguns "widgets" bobos e coisas fúteis, pois a parte de anúncios, vai ser muito difícil, o maior user disso vai ser o governo com suas campanhas.

A TV agrega valor à marca, cria percepção, fortalece imagem e reconhecimento. Porém, transformar esse valor em vendas depende de outras estratégias complementares. É justamente aí que a internet acaba se destacando hoje, porque ela consegue encurtar o caminho entre o anúncio e a conversão.

E não estou falando isso apenas por opinião pessoal. Vejo isso diariamente na prática, trabalhando dentro do mercado. A maior parte dos clientes chega buscando performance, vendas e retorno rápido sobre investimento. Eles querem acompanhar números, métricas, custo por aquisição, retorno imediato e capacidade de ajuste em tempo real. Nesse cenário, o digital acaba entregando algo muito mais alinhado ao comportamento atual do mercado.

Isso não significa que a TV morreu ou não tenha valor. Muito pelo contrário. Ela ainda tem força institucional enorme. Mas acredito que hoje ela funciona muito mais como ferramenta de fortalecimento de marca do que como principal motor de conversão.

Talvez a diferença esteja justamente aí: vocês entendem profundamente da técnica e da operação da TV, enquanto eu observo mais o comportamento do consumidor, vendas e performance comercial no dia a dia. No fim, acredito que os dois lados se complementam, porque marketing hoje não é mais sobre escolher um único meio, e sim entender qual objetivo cada mídia consegue cumprir melhor. E no fim como disse o colega, os técnicos são os últimos a serem ouvidos se é que são, só quando tem que trocar os equipamentos, digitalizar e tal, de resto, esquece, os caras nem participam da conversa, isso se falando de um todo, pode ser que na Globo isso é diferente, mas 1 emissora só não faz tempestade.
 
Sobre a TV 3.0, sinceramente, eu acho que existe um problema enorme na forma como ela está sendo apresentada ao mercado: estão tentando vender como revolução algo que, para grande parte do público e dos anunciantes, talvez chegue tarde demais.

A televisão tradicional perdeu o protagonismo do consumo diário de mídia para a internet há anos. Hoje as pessoas querem conteúdo sob demanda, personalização, interação imediata e liberdade de escolha. O público não quer mais ficar preso a grade de programação, horário fixo ou depender de equipamento específico para consumir conteúdo. E isso não é tendência futura, isso já aconteceu.

O problema da TV 3.0 é que ela parece muito mais uma tentativa de reação ao avanço do digital do que realmente uma inovação capaz de mudar o comportamento do consumidor. Enquanto plataformas digitais evoluem em velocidade absurda, com segmentação precisa, inteligência de dados, automação e mensuração em tempo real, a TV ainda tenta encontrar maneiras de adaptar um modelo antigo ao novo cenário.

E existe outra questão importante: custo e acessibilidade. Toda vez que surge uma “nova geração” da televisão, o consumidor precisa trocar equipamento, adaptar estrutura ou depender de compatibilidade tecnológica. Enquanto isso, o digital funciona em praticamente qualquer celular conectado à internet. A barreira de entrada é infinitamente menor.

Do ponto de vista comercial, também vejo um distanciamento muito grande da realidade do mercado atual. Pequenas e médias empresas que hoje movimentam grande parte da economia querem previsibilidade, resultado rápido e controle total sobre investimento. Elas querem colocar R$ 100 em anúncio e entender exatamente quantas pessoas clicaram, chamaram no WhatsApp, compraram ou converteram. A TV 3.0 ainda está muito distante dessa mentalidade de performance imediata.

Além disso, existe uma sensação de que parte do setor tenta vender a ideia de modernização sem admitir que o principal problema não é tecnologia, e sim mudança de hábito do público. Não adianta criar uma TV mais interativa se a atenção das pessoas já está concentrada em redes sociais, streaming, vídeos curtos e plataformas móveis.

A verdade é que o consumidor atual não quer apenas assistir conteúdo. Ele quer participar, comentar, compartilhar, escolher, pular, acelerar, comprar na hora e receber conteúdo personalizado. A internet construiu esse comportamento. A TV corre atrás disso há anos.

Isso não significa que a TV vá acabar. Ela ainda pode ter força institucional, esportiva e de grandes eventos. Mas vender a TV 3.0 como se fosse uma revolução comparável ao impacto do digital parece, no mínimo, um discurso otimista demais para a realidade atual do mercado e do comportamento do consumidor.

A internet foi a maior revolução das últimas décadas e, vai demorar muitos anos ainda para algo supera-la. Todo ano surge algo novo na internet, a TV demora pelas suas limitações décadas, eu entendo, mas isso nos dias de hoje que é o imediatismo.

Deveriam ter lançado isso junto com a TV Digital, naquela época a internet era via rádio ou DSL, quem tinha 10MB era rico, hoje maioria ter mais de 300MB fácil. Tu ta no busão com seu pacote de 50GB de dados da TIM, vendo vídeo no YouTube, voltando pra casa.


O que falta pra realmente isso virar padrão, as pessoas usarem? Prazos? Estamos em que fase de implantação e testes? Falta o que ainda pra isso ta no mercado?
 
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