É digno de nota que até canais de televendas e o antigo Sensual Club lograram permanecer no ar por período superior ao da Loading.
Esse tipo de programação pode, eventualmente, encontrar receptividade em plataformas de streaming e canais FAST, onde os custos operacionais e o modelo de negócio são substancialmente distintos. Na televisão aberta, entretanto, a realidade é outra. Qual anunciante de porte estaria disposto a sustentar financeiramente uma grade predominantemente voltada a animes? A julgar pelo histórico recente, parece mais plausível encontrar patrocinadores para reprises de
Emmanuelle do que para esse tipo de programação, frequentemente exaltada por um entusiasmo desproporcional à sua efetiva capacidade de gerar receita.
Periodicamente, ressurge quem proponha a improvável ressurreição desse projeto, como se a reiterada sucessão de fracassos jamais houvesse servido de lição. Insiste-se em reanimar um cadáver empresarial cuja inviabilidade já foi exaustivamente demonstrada pelos fatos.
A impressão que fica é a de que tais manifestações decorrem menos de uma análise racional do mercado e mais de um apego nostálgico incapaz de distinguir desejo de viabilidade econômica.
Todavia, aos que permanecem convictos de que tal empreendimento seria um sucesso inequívoco, a solução é singela: invistam recursos próprios, obtenham uma concessão de radiodifusão, coloquem o projeto em operação e demonstrem, na prática, a consistência de suas premissas. Enquanto isso não ocorrer, a tese permanecerá restrita ao campo da conjectura. Por tanto, calem-se.
Por fim, abstenho-me de quaisquer considerações e indagações correlatas.