TV 3.0 4K/8K Terrestre no Brasil

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O TXID, na verdade, é voltado para controle de qualidade da transmissão, e não para segmentação de anúncios ou regionalização.

Sim, o nosso DTV+/TV 3.0 pegou tudo o que estava na norma ATSC 3.0 e implementou de forma melhor... podemos dizer que temos o nosso próprio ATSC 3.0.
O TxID (Transmitter Identification) na TV 3.0 é um recurso do padrão DTV+ que identifica digitalmente a origem do sinal de transmissão pelo ar. Ele permite que as emissoras segmentem e regionalizem a programação, enviando conteúdos ou propagandas específicos para diferentes localidades dentro da sua área de cobertura, sem depender de internet
Acho um dos quesitos mais sofisticados da nossa DTV+ que vai exigir um apurado sincronismo na transmissão, avisando ao receptor qual sinal selecionar para uma determinada área da cidade entregando por exemplo um noticiario para a regiao norte de SP e é logico com comerciais que interessam para uma determinada comunidade. Tipo, a Globo faturando no mesmo horario em 4x mais no programa da Ana Maria Braga.
Geradoras transmitindo jornais locais para cada cidade onde são atualmente somente retransmissoras. Uma infinidade de possibilidades para serem exploradas desde que não imponham uma legislação engessada como a atual.
 
Última edição:
Para TV DX precisaria uma solução de firmware e hardware adequado, pois é otimizado para o telespectador normal. TxID provavelmente serviria como identificador para logs de estações distantes.
 
Pois é. Espero que tenham aprendido a lição que causou esse atrofiamento que temos no ISDB-Tb, em que, por lobby de poucas emissoras, principalmente a TV Globo, as TVs comerciais não puderam explorar a multiprogramação, que era possível tecnicamente, mas que precisava de alteração de legislação. No 223 da Constituição diz que novos canais devem passar pelo congresso e como os contratos de concessão sempre se referem a programação no singular, por força do decreto 52.795 (Regulamento dos Serviços de Radiodifusão), o mesmo decreto que regulamenta que você tem que ter 5% de programação noticiosa e um limite de 25% de espaço de programação preenchido com publicidade, a gente ficou sem subcanais comerciais porque seriam considerados "novos canais". Pra ver o quão fácil teria sido liberar, uma canetada liberou o multicast pros canais públicos, que teoricamente são regidos pela mesma legislação...
Por mais de 18 anos poderíamos ter tido 3 ou 4 subcanais mais nichados e direcionados, oferecendo mais opções ao telespectador ainda dentro da TV aberta. Isso poderia ter, no mínimo, desacelerado a migração para os conteúdos on demand e teria dado anos de know how para os concessionários em explorar múltiplas entregas de conteúdo OTA, estando mais preparados para as oportunidades da TV 3.0. Mas preocupação da Globo era fragmentar o bolo publicitário. Bom, o bolo fragmentou de qualquer forma, evaporou das mãos da emissora e sem capacidade de competir esse bolo migrou mais rápido da TV aberta pro digital. Erro crasso de Willy Haas e toda a direção comercial da Globo na época.

Eu sei que teríamos ainda mais canais inúteis de igrejas e televendas, mas teríamos sim mais conteúdo de emissoras, como a Globo, Record, SBT e talvez até algumas regionais independentes. Enfim, ficamos pra trás.
 
Pois é. Espero que tenham aprendido a lição que causou esse atrofiamento que temos no ISDB-Tb, em que, por lobby de poucas emissoras, principalmente a TV Globo, as TVs comerciais não puderam explorar a multiprogramação, que era possível tecnicamente, mas que precisava de alteração de legislação. No 223 da Constituição diz que novos canais devem passar pelo congresso e como os contratos de concessão sempre se referem a programação no singular, por força do decreto 52.795 (Regulamento dos Serviços de Radiodifusão), o mesmo decreto que regulamenta que você tem que ter 5% de programação noticiosa e um limite de 25% de espaço de programação preenchido com publicidade, a gente ficou sem subcanais comerciais porque seriam considerados "novos canais". Pra ver o quão fácil teria sido liberar, uma canetada liberou o multicast pros canais públicos, que teoricamente são regidos pela mesma legislação...
Por mais de 18 anos poderíamos ter tido 3 ou 4 subcanais mais nichados e direcionados, oferecendo mais opções ao telespectador ainda dentro da TV aberta. Isso poderia ter, no mínimo, desacelerado a migração para os conteúdos on demand e teria dado anos de know how para os concessionários em explorar múltiplas entregas de conteúdo OTA, estando mais preparados para as oportunidades da TV 3.0. Mas preocupação da Globo era fragmentar o bolo publicitário. Bom, o bolo fragmentou de qualquer forma, evaporou das mãos da emissora e sem capacidade de competir esse bolo migrou mais rápido da TV aberta pro digital. Erro crasso de Willy Haas e toda a direção comercial da Globo na época.

Eu sei que teríamos ainda mais canais inúteis de igrejas e televendas, mas teríamos sim mais conteúdo de emissoras, como a Globo, Record, SBT e talvez até algumas regionais independentes. Enfim, ficamos pra trás.

Verdade.
Além de uma suposta, talvez, exigência, para que as emissoras transmitissem apenas em HD.
 
Verdade.
Além de uma suposta, talvez, exigência, para que as emissoras transmitissem apenas em HD.

Caberia pelo menos 1 subcanal HD. Na época o que se pediu foi que cada emissora transmitisse um canal HD e um subcanal SD com a mesma programação. Algumas emissoras fizeram isso por um tempo, mas dada a inutilidade disso, pararam. O problema é que o Hélio Costa (ministro das comunicações da época) passou ANOS dizendo que uma das vantagens da TVD era o multicast e quando entou no ar, foi capado...
Eu me lembro de conversar com um engenheiro japonês que veio instalar o TX da Toshiba aqui em Belo Horizonte pra Record em 2009 e ele não entendia porque eles tinham comprado a licença completa do software de multiplexação, que é o que subdivide a portadora RF do canal digital, sendo que não podiam usar. Eu não sabia dizer "bem vindo ao Brasil" em japonês, se não teria dito...

Em anexo uma fotinha meio ruim do transmissor instalado em 2009, ainda na fase de configurações, por isso cheio de "post it" da fábrica.
 

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Para TV DX precisaria uma solução de firmware e hardware adequado, pois é otimizado para o telespectador normal. TxID provavelmente serviria como identificador para logs de estações distantes.
TX ID está no escopo da 3.0 e tecnicamente pode quebrar essa dificuldade de multiprogramação imposta na 2.0, um pouco flexibilizada mas ainda restrita a canais publicos e educativos na 2.5. Alem do datacasting vai ser um jeito de monetizar ajudando no alto investimento para implantação da DTV+
Vai ter que oficializar esse "liberou geral" que já acontece no uso de concessões públicas e assim a 3.0 chegar até em cidades médias. Nas pequenas somente via satélite mesmo.
 
O TxID (Transmitter Identification) na TV 3.0 é um recurso do padrão DTV+ que identifica digitalmente a origem do sinal de transmissão pelo ar. Ele permite que as emissoras segmentem e regionalizem a programação, enviando conteúdos ou propagandas específicos para diferentes localidades dentro da sua área de cobertura, sem depender de internet
Acho um dos quesitos mais sofisticados da nossa DTV+ que vai exigir um apurado sincronismo na transmissão, avisando ao receptor qual sinal selecionar para uma determinada área da cidade entregando por exemplo um noticiario para a regiao norte de SP e é logico com comerciais que interessam para uma determinada comunidade. Tipo, a Globo faturando no mesmo horario em 4x mais no programa da Ana Maria Braga.
Geradoras transmitindo jornais locais para cada cidade onde são atualmente somente retransmissoras. Uma infinidade de possibilidades para serem exploradas desde que não imponham uma legislação engessada como a atual.
Nope... o TXiD é um canal de controle... puramente para controle de transmissão... ele sozinho não consegue a segmentação/regionalização... isso vai ficar com o canal de retorno (IP)... isso é bem documentado.
 
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