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Destaques do momento

Divergências e Perspectivas Únicas​

Apesar do forte consenso em torno da necessidade de desoneração, as contribuições revelaram pontos de divergência, especialmente no que tange ao tratamento de empresas de diferentes portes e à visão dos novos agentes de mercado.

O tratamento a ser dado às Prestadoras de Pequeno Porte (PPP) foi o ponto de maior dissenso. De um lado, associações como a Abrint e contribuintes individuais defenderam que a desoneração deveria ser ainda mais acentuada para as PPPs. O argumento é que, para essas empresas, custos com o cumprimento de cotas de conteúdo e must carry são desproporcionalmente altos em relação à sua base reduzida de assinantes, e sua dispensa não traria impacto significativo para as políticas públicas, já que as grandes operadoras continuariam a cumpri-las.

A Telefônica, no entanto, apresentou uma visão diametralmente oposta. Para a operadora, as PPPs já usufruem de vantagens regulatórias e tributárias significativas, e qualquer desoneração adicional "passaria a configurar vantagem indevida". A empresa argumenta que as principais PPPs dominam suas regiões de atuação, muitas vezes com fatias de mercado superiores às das grandes operadoras naquelas localidades, mas com obrigações muito mais leves. Em vez de aprofundar a assimetria, a Telefônica sugere que a Anatel, "em um movimento pró-mercado e pró-competição, nivele o campo de jogo (level playing field), fazendo com que as empresas, grandes ou pequenas, possam competir via preço, qualidade, inovação e agregação de valor, igualando as regras para todos".

Trazendo a perspectiva do outro lado do balcão, a Strima, associação que representa as maiores empresas de streaming, alertou para os riscos de uma abordagem equivocada. A entidade defende que a solução para a crise do SeAC não passa por estender as antigas amarras regulatórias aos novos serviços digitais. Em sua contribuição, a Strima afirmou que "um entrante não necessariamente deve se enquadrar ao regime regulatório de seus eventuais concorrentes e é importante avaliar as falhas de mercado que motivam a regulação existente e sua manutenção".

A associação lembrou que a regulação do streaming já é um debate em curso no Congresso Nacional, com projetos de lei específicos, e que tentar resolver a assimetria ampliando a competência da Anatel para alcançar os serviços de streaming estaria fora do escopo de atuação da agência, que é limitada aos serviços de telecomunicações. A própria área técnica da Anatel, segundo a Strima, já alertou que "onerar uma atividade em decorrência de exigências regulatórias, pode acarretar peso morto significativo e indesejado, alijando parcela da população do acesso a entretenimento e informação".

Caminho​

O caminho para a recuperação da competitividade do SeAC, segundo os contribuintes, passa por uma atuação firme da Anatel na simplificação e revogação de normas infralegais. A recente decisão do Conselho Diretor de suspender cautelarmente parte das obrigações foi vista como um primeiro passo crucial. A Sky citou em sua contribuição o voto do conselheiro Alexandre Freire, que reconheceu que "a transformação tecnológica e a mudança estrutural do mercado audiovisual tornaram obsoletas as regras atualmente aplicáveis ao serviço". A ABTA acredita que a medida "permitirá à Anatel coletar dados e avaliar os efeitos concretos dessas medidas de desoneração".

Uma proposta recorrente é a revogação de todo o arcabouço regulatório específico do SeAC, mantendo o serviço sujeito apenas à Lei nº 12.485/2011 e a normativos mais amplos, como o Código de Defesa do Consumidor. A Claro defende que "a revogação das resoluções que se aplicam ao SeAC se mostra a única medida capaz de atenuar as desvantagens concorrenciais que as prestadoras do SeAC enfrentam". A Sky reforça, pedindo a revogação de "todos os dispositivos infralegais, editados pela ANATEL, que não estejam expressamente previstos e/ou não encontrem correspondência na Lei do SeAC". A percepção geral é de que os consumidores não ficariam desprotegidos, pois o CDC já oferece ampla proteção, aplicável inclusive às plataformas digitais.

Para além da simples revogação, surgiram propostas de "engenharia regulatória", que buscam formas mais eficientes de cumprir as obrigações legais. Uma sugestão propõe segmentar a oferta de TV por assinatura em duas camadas: uma básica, que cumpriria todas as obrigações da Lei do SeAC (como must carry e cotas), e uma camada de canais premium, oferecida como Serviço de Valor Adicionado (SVA), com regime tributário e regulatório mais leve. Essa estrutura, segundo o proponente, cumpriria a lei em seu essencial, mas permitiria a criação de um modelo de negócio mais competitivo para a maior parte do conteúdo.

Reconfigurando o campo​

As contribuições à Tomada de Subsídios nº 4 da Anatel revelam um setor que, embora pressionado, não busca protecionismo, mas sim a remoção de barreiras que considera artificiais e anacrônicas. Como ressaltou a Sky, "não se trata de defender um protecionismo ao SeAC, mas sim de eliminar distorções artificiais que comprometem um ambiente concorrencial justo".

O material coletado servirá agora de base para a Análise de Impacto Regulatório (AIR) que a agência conduzirá. A decisão resultante desse processo será determinante para a configuração de todo o ecossistema de distribuição de conteúdo audiovisual no Brasil.
 
Meu Decoder é o S4KCW3.

Quando está desligado ele fica com uma luz vermelha e uma azul acesas.

Quando está ligado ele fica com uma luz verde e uma azul acesas.

Mas hoje apareceu uma luz vermelha “extra” entre as luzes verde e azul quando está ligado.

Alguém já teve essa alteração? Essa luz vermelha extra pode ser sinal de que algo está errado?
 
Meu Decoder é o S4KCW3.

Quando está desligado ele fica com uma luz vermelha e uma azul acesas.

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Mas hoje apareceu uma luz vermelha “extra” entre as luzes verde e azul quando está ligado.

Alguém já teve essa alteração? Essa luz vermelha extra pode ser sinal de que algo está errado?
Provavelmente está com o mudo ativado. Botão em cima do receptor, que inibe a Alexa de se manifestar. Só desativar.
 

Faturamento da TV paga para bate recorde no semestre

Destaque no relatório recente do Cenp-Meios, meio vivencia uma tendência de revalorização

Contariando expectativas, a televisão por assinatura no Brasil registrou um crescimento expressivo no primeiro semestre de 2025. O faturamento do meio quase dobrou, com um aumento de 90% em relação ao ano anterior, atingindo a marca de R$ 1 bilhão. Os dados, do Painel Cenp-Meios, indicam que este não é um fenômeno isolado, mas sim o início de uma tendência de revalorização do meio.

O mercado de porgramadoras atribuem o resultado ao investimento em conteúdio premium e qualificado, como produções de alta qualidade, títulos originais para streaming e cobertura de eventos esportivos.

A Disney vê o meio como um “ambiente premium, com alta afinidade e segmentação”, atraindo anunciantes que buscam audiências qualificadas. O Grupo Box Brazil aumentou em 150% sua programação.

Os canais nichados, especializados por assuntos de interesse, surgem como uma alternativa à TV aberta, que, por sua natureza, atinge uma massa mais heterogênea. O Grupo Bandeirantes, por exemplo, atribui o crescimento de suas receitas e o aumento no número de anunciantes à especialização de seus canais, que permitem uma segmentação precisa e agregam valor à entrega publicitária.

Segundo Carlinha Gagliardi, managing director da Orion e head de investimentos da IPG Mediabrands Brasil, a TV paga oferece um público mais engajado e qualificado, com menos saturação de anúncios. Os breaks menos saturados em comparação com a TV aberta garantem menor desgaste das mensagens publicitárias, diz.

Mateus Madureira, head de mídia da WPP Media Services (WMS) no Grupo Ogilvy, observa uma tendência de redirecionamento de parte da verbas dos anunciantes, antes concentradas em canais digitais de performance, para outros meios para buscar um equilíbrio saudável entre construção de marca e a performance.

As programadoras também estão oferecendo pacotes comerciais mais integrados, novos formatos de anúncios e maior flexibilidade nas negociações. A Disney aposta em soluções focadas em dados e performance, enquanto o Grupo Bandeirantes integra ofertas multiplataforma.

Marcas, especialmente dos segmentos de tecnologia, saúde, varejo e apostas, estão redirecionando verbas de canais digitais saturados para a TV paga, afirmam os executivos de mídia.

A inflação controlada, a diminuição do desemprego e a alta da bolsa de valores criaram um cenário propício para o aumento do investimento publicitário, diz o VP executivo do Grupo Box Brazil, Jose Wilson Fonseca.

Para o próximo ano, a TV 3.0 surge como um novo motor de crescimento. Embora focada na TV aberta, a interatividade e conectividade que a tecnologia trará prometem movimentar e impactar positivamente também o universo da TV paga, antevê Carlinha, do IPG Mediabrands.

Leia mais em https://htforum.net/threads/canais-pagos-da-tv-por-assinatura.137/page-82
 

Faturamento da TV paga para bate recorde no semestre

Destaque no relatório recente do Cenp-Meios, meio vivencia uma tendência de revalorização

Contariando expectativas, a televisão por assinatura no Brasil registrou um crescimento expressivo no primeiro semestre de 2025. O faturamento do meio quase dobrou, com um aumento de 90% em relação ao ano anterior, atingindo a marca de R$ 1 bilhão. Os dados, do Painel Cenp-Meios, indicam que este não é um fenômeno isolado, mas sim o início de uma tendência de revalorização do meio.

O mercado de porgramadoras atribuem o resultado ao investimento em conteúdio premium e qualificado, como produções de alta qualidade, títulos originais para streaming e cobertura de eventos esportivos.

A Disney vê o meio como um “ambiente premium, com alta afinidade e segmentação”, atraindo anunciantes que buscam audiências qualificadas. O Grupo Box Brazil aumentou em 150% sua programação.

Os canais nichados, especializados por assuntos de interesse, surgem como uma alternativa à TV aberta, que, por sua natureza, atinge uma massa mais heterogênea. O Grupo Bandeirantes, por exemplo, atribui o crescimento de suas receitas e o aumento no número de anunciantes à especialização de seus canais, que permitem uma segmentação precisa e agregam valor à entrega publicitária.

Segundo Carlinha Gagliardi, managing director da Orion e head de investimentos da IPG Mediabrands Brasil, a TV paga oferece um público mais engajado e qualificado, com menos saturação de anúncios. Os breaks menos saturados em comparação com a TV aberta garantem menor desgaste das mensagens publicitárias, diz.

Mateus Madureira, head de mídia da WPP Media Services (WMS) no Grupo Ogilvy, observa uma tendência de redirecionamento de parte da verbas dos anunciantes, antes concentradas em canais digitais de performance, para outros meios para buscar um equilíbrio saudável entre construção de marca e a performance.

As programadoras também estão oferecendo pacotes comerciais mais integrados, novos formatos de anúncios e maior flexibilidade nas negociações. A Disney aposta em soluções focadas em dados e performance, enquanto o Grupo Bandeirantes integra ofertas multiplataforma.

Marcas, especialmente dos segmentos de tecnologia, saúde, varejo e apostas, estão redirecionando verbas de canais digitais saturados para a TV paga, afirmam os executivos de mídia.

A inflação controlada, a diminuição do desemprego e a alta da bolsa de valores criaram um cenário propício para o aumento do investimento publicitário, diz o VP executivo do Grupo Box Brazil, Jose Wilson Fonseca.

Para o próximo ano, a TV 3.0 surge como um novo motor de crescimento. Embora focada na TV aberta, a interatividade e conectividade que a tecnologia trará prometem movimentar e impactar positivamente também o universo da TV paga, antevê Carlinha, do IPG Mediabrands.

Leia mais em https://htforum.net/threads/canais-pagos-da-tv-por-assinatura.137/page-82
Que belo timing… Hoje, a Paramount decidiu encerrar todos os seus canais de TV paga no Brasil. Um buraco bem grande principalmente nos canais infantis, já que sem Nickelodeon e Disney, sobrou só o Cartoon Network de relevante.

Mais uma que decidiu apagar a luz. Quero ver como vão substituir isso. Talvez finalmente carreguem os canais da PlutoTV de forma nativa? Talvez ignorem? Talvez venham finalmente SonyMovies e Dreamworks Channel?
 
Se continuar assim, daqui há pouco os únicos canais lineares que vão sobrar serão os de esportes e os abertos.
Só de documentários ja perdemos o BBC Theather, BBC HD, National Geografic, Discovery Civilization, Smithsonian e mais uns 2 que não lembro agora.
É uma pena porque cada vez menos opções nos temos e as que sobram tem muitos reprises, ja que temos de cumprir com as cotas.
 
Se continuar assim, daqui há pouco os únicos canais lineares que vão sobrar serão os de esportes e os abertos.
Só de documentários ja perdemos o BBC Theather, BBC HD, National Geografic, Discovery Civilization, Smithsonian e mais uns 2 que não lembro agora.
É uma pena porque cada vez menos opções nos temos e as que sobram tem muitos reprises, ja que temos de cumprir com as cotas.
NatGeo Wild e Love Nature?
 
Quero ver quando for a Warner/Discovery que sair. Eles estão certamente assistindo os movimentos dos concorrentes e avaliando também. Eles tem o que? Uns 20 canais? E nos mais variados segmentos, infantis, filmes/séries, docs, culinária…

Sem eles, sobra só os enlatados do Box Brazil, canais de notícia e os canais Globo (que já estão no Globoplay). Ou seja, a TV paga vai literalmente acabar.
 
É doido que a TV paga nos EUA também não está nos seus melhores dias e eles tem muito mais canais que nós, muito mais nichados e nenhum tem essa 'pressa' ou previsão pra ser encerrado.

Realmente não somos mais um mercado 'chave' pra essas empresas.
 
Quero ver quando for a Warner/Discovery que sair. Eles estão certamente assistindo os movimentos dos concorrentes e avaliando também. Eles tem o que? Uns 20 canais? E nos mais variados segmentos, infantis, filmes/séries, docs, culinária…

Sem eles, sobra só os enlatados do Box Brazil, canais de notícia e os canais Globo (que já estão no Globoplay). Ou seja, a TV paga vai literalmente acabar.
Um dia eu contei quantos canais a WBD tinha e contei que tinham 21 canais(se eu não tiver esquecido nenhum),sem contar os HBO::TNT,TNT Séries,TNT Novelas,Space,Cinemax,,Warner Channel,Cartoon Network,Discovery Kids,Cartoonito,Tooncast,AdultSwim,Discovery,Animal Planet,Discovery Turbo,Science,Theater,World,Home&Health,TLC,Food Network,HGTV
 
Isso tem mais a ver na Paramount priorizar o dinheiro para transmissão de futebol do que a crise de audiência e faturamento dos canais. A paramount entre as maiores programadoras internacionais é a que menos investia de fato. Sempre foi a de dar play aqui no que eles produziam nos EUA. E sempre muito porcamente. Tudo de longe, afastado do Brasil.

Quando a MTV voltou pra ela em 2013, pegaram uma marca muito forte pra ser apenas mais um canal cagado deles aqui no Brasil. Agora com a concorrência do streaming perderam muito mais receita. E a única coisa que tá lucrando aqui é futebol, mais especificamente a Libertadores. Que é uma das competições mais caras. É basicamente o que eles tem pra oferecer naquele streaming deles tbm cagado, com um catalogo miserável.
 
E a única coisa que tá lucrando aqui é futebol, mais especificamente a Libertadores. Que é uma das competições mais caras. É basicamente o que eles tem pra oferecer naquele streaming deles tbm cagado, com um catalogo miserável.
No breve período em que assinei o Paramount+, que foi justamente para assistir a Libertadores, eu dei uma olhada no catálogo e nada me interessou - talvez eu seja um caso à parte, visto que eu não tenho lá tanto interesse assim em streamings. Mas lembro de ouvir meu irmão reclamando que o app deles era bem ruim na TV, que as transmissões ficavam travando e tal, motivo pelo qual assinei com a Claro da última vez, para ver diretamente pelo Box/App.

Na real, eu não conheço outra pessoa que tenha assinado esse streaming deles que não fosse somente para ver os jogos, huehueheu
 
No breve período em que assinei o Paramount+, que foi justamente para assistir a Libertadores, eu dei uma olhada no catálogo e nada me interessou - talvez eu seja um caso à parte, visto que eu não tenho lá tanto interesse assim em streamings. Mas lembro de ouvir meu irmão reclamando que o app deles era bem ruim na TV, que as transmissões ficavam travando e tal, motivo pelo qual assinei com a Claro da última vez, para ver diretamente pelo Box/App.

Na real, eu não conheço outra pessoa que tenha assinado esse streaming deles que não fosse somente para ver os jogos, huehueheu
Um app caro, ruim e catalogo limitado. Nao faz sentido assinar se não for por um curto período. A Paramount realmente acha que quem assiste a esses canais que vão sair vão assinar o streaming? Tão sonhando muito.
 
Um app caro, ruim e catalogo limitado. Nao faz sentido assinar se não for por um curto período. A Paramount realmente acha que quem assiste a esses canais que vão sair vão assinar o streaming? Tão sonhando muito.
A Paramount estará removendo canais no final do ano em vários países não só no Brasil como vem sendo noticiado. Nos demais países da America Latina removerão a MTV, Nickelodeon, Nick Jr. e Comedy Central. No Reino Unido removerão os canais MTV Club, MTV 80s, MTV 90s e mais 3 MTVs que eu não lembro agora, vi essa informação no Threads.
 
Se continuar assim, daqui há pouco os únicos canais lineares que vão sobrar serão os de esportes e os abertos.
Só de documentários ja perdemos o BBC Theather, BBC HD, National Geografic, Discovery Civilization, Smithsonian e mais uns 2 que não lembro agora.
É uma pena porque cada vez menos opções nos temos e as que sobram tem muitos reprises, ja que temos de cumprir com as cotas.
A febre agora é a dos canais de notícias.
 
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