Rádio AM/FM em São Paulo - SP

Destaques do momento

Aliás, quais as rádios os ouvintes da Eldorado FM passarão a ouvir a partir do dia 15?

A Bandeirantes (salvo para jornalismo) é que não será!​
 
O Tudo Rádio trouxe maiores detalhes sobre a campanha de divulgação da nova posição da Rádio Bandeirantes no dial FM:

A campanha de divulgação da nova frequência já começou em diferentes plataformas. Além de chamadas veiculadas durante a programação da emissora e ações nas redes sociais, a rádio também iniciou campanhas externas com veículos plotados destacando o novo canal. Um vídeo publicitário também está sendo veiculado nas emissoras de TV do grupo. A expectativa é de que a comunicação seja intensificada nos próximos dias, principalmente após a efetivação da migração para 107.3 FM, com foco na adaptação dos ouvintes à nova sintonia.

Aqui estão alguns frames e o texto dessa campanha, que também está sendo exibida nos intervalos comerciais da Band:

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[Thays Freitas]: 107.3. Fique na sintoniza certa! A partir do dia 15, sua Rádio Bandeirantes é 107.3.
[Nelson Gomes]: Bandeirantes: Fechada com você, fechada com a verdade. Com a verdade.

Acho curioso que a IA que gerou esses vídeos tenha usado como referência a tipografia e as cores da Eldorado FM.
 
A dúvida agora é: O que virá em 86.3, se tornando uma concessão educativa? Não pode repetir a Bandeirantes nessa condição por causa dos comerciais normais. Alguém tem alguma pista ou só suposições?
 
A dúvida agora é: O que virá em 86.3, se tornando uma concessão educativa? Não pode repetir a Bandeirantes nessa condição por causa dos comerciais normais. Alguém tem alguma pista ou só suposições?
Segue a notícia de hoje do Tudo Rádio abordando o destino da 86,3 MHz:

 
Segue a notícia de hoje do Tudo Rádio abordando o destino da 86,3 MHz:

Ou seja, teremos várias entidades educativas participando da programação, e o Grupo Bandeirantes será responsável pela parte técnica.

Podemos ter o Itaú Cultural ou a Fundação Theatro Municipal fazendo alguns programas na grade da FMe 86,3.

Os órfãos da Eldorado, contanto que possuam um rádio com FMe, podem começar a ouvir a nova emissora.​
 
Aliás, quais as rádios os ouvintes da Eldorado FM passarão a ouvir a partir do dia 15?

A Bandeirantes (salvo para jornalismo) é que não será!​
É difícil de responder, já que a seleção musical da Eldorado é diversa, incluindo canções que poderiam tocar em emissoras de diferentes estilos como Cultura Brasil, Cultura (no programa de jazz), Kiss, Alpha e, talvez, a futura 86,3 MHz.
 
A dúvida agora é: O que virá em 86.3, se tornando uma concessão educativa? Não pode repetir a Bandeirantes nessa condição por causa dos comerciais normais. Alguém tem alguma pista ou só suposições?
Já a 86.3 FM, que seguirá com sua transmissão a partir da estrutura da torre do Grupo Bandeirantes, na região da Consolação, deverá assumir uma grade de programação educativa, carregando projetos de várias entidades culturais da cidade de São Paulo, inclusive do próprio Grupo Bandeirantes, mantendo assim a característica da concessão.
 
No último dia 7, completaram-se cinco anos de operação do FM estendido no Brasil, como bem lembrou o São Paulo Broadcast em um texto especial publicado no link abaixo:




Tenho alguns pontos para comentar sobre esse assunto, além de abordar alguns tópicos relacionados:
  • As emissoras têm dificuldades de divulgar o dial estendido sem parecer que estão sendo tecnicistas em demasiado. A Rádio Bandeirantes, por exemplo, foi muito básica ao explicar nova faixa ao anunciar a operação em 86,3 MHz em 2023 (como aqui, aqui, aqui e aqui, para focar no dia em que a divulgação se iniciou), que na verdade começou em 2022. Desde então, a emissora nunca dedicou um tempo maior na programação para explicar ao público os detalhes do "som limpo", que funciona até dentro de túneis, como descreveu o jornalista Pedro Campos ao falar sobre a novidade na época.
  • Receptores antigos com a função de TV, como modelos clássicos da Motoradio, podem receber a faixa, já que o dial estendido corresponde aos canais analógicos 5 e 6. Antigamente, para recebê-la, também era possível ativando a "banda japonesa" ou mudando o país para Japão no aplicativo de rádio FM em alguns modelos de celulares. Pelo menos no que percebo, isso é uma coisa que não tem sido explorada pelas emissoras.
  • Por falar no Japão, eles também estenderam o dial FM com o desligamento da televisão analógica. Por conta da alocação dos sinais de TV serem diferente do ocidente, o rádio FM japonês funcionava na faixa de 76-90 MHz. Um acréscimo de 5 MHz, terminando agora em 95 MHz, foi implementado. Aparelhos compatíveis com a nova faixa receberam um selo de Wide FM (FM補完放送), apesar de ser comum encontrar receptores de 76-108 MHz no Japão. Há uma previsão de que a maioria das atuais estações em AM operem exclusivamente em FM até 2028. Outro país que está adotando o FM estendido é o Chile.
  • Poderiam ter aproveitado o switch off da TV analógica para lançar o FM estendido, unificado as campanhas e ganhando tempo. Além disso, a demora para definir a canalização da nova faixa é injustificada. Os testes feitos pela Jovem Pan em 2014, na frequência de 84,7 MHz, comprovam que a faixa poderia ser lançada sem maiores intercorrências, mesmo com as operações das estações analógicas de televisão em atividade. Vejo esse erro sendo repetido com a malfadada TV 3.0. Televisores poderiam vir com FM integrado, como a Sony fazia em alguns modelos nacionais quando ainda operava com a sua divisão de eletrônicos no Brasil.
  • A portaria sobre a obrigatoriedade do FM estendido, que entrou em vigor em 2019, vale apenas para aparelhos fabricados na Zona Franca de Manaus.¹ Se um aparelho importado for nacionalizado ou produzido fora da ZFM, ele deveria ser obrigado a ter o receptor habilitado para a faixa estendida do espectro de FM. Marcas white label que importam da China, como a Lelong, não têm dado prioridade a modelos com essa faixa.² Enquanto isso, de maneira exagerada e com enorme desproporcionalidade, a Anatel aplica restrições e multas a quem vende celulares sem a devida homologação da agência reguladora (sem falar na guerra inútil contra as TV boxes e nas bênçãos concedidas às teles).
  • Fabricantes nacionais deixam de manufaturar receptores de rádio por vários motivos, inclusive de forma injustificada. Vira e mexe, a Mondial tá em alguma emissora – como a Band e a Gazeta – promovendo seus produtos. Mesmo investido no meio, eles não lançam aparelhos novos de rádio há muitos anos. Nessa linha, marcas tradicionais não lançam produtos adequados ao mercado brasileiro, como no caso da Philips, que ofereceu um receptor compatível com DAB (padrão de rádio digital europeu), mas sem suporte ao FM estendido e com preço de lançamento salgado.
  • Ultimamente, a política de obrigar a ter o chip de FM habilitado para obter a homologação não favorece necessariamente a disponibilidade do recurso. A Motorola, segunda empresa em número de vendas de smartphones no país, está diminuindo a gama de aparelhos compatíveis com a recepção de FM. Como mencionei anteriormente neste fórum, os flagships recentes da marca não vêm mais com rádio FM habilitado. Nem a linha Moto G, dos modelos básicos aos intermediários, ficou de fora dessa exclusão: dos lançamentos de março, nenhum chegou ao mercado com essa função. Em complementaridade, o Moto G17 – o mais básico da linha de 2026 – e o Moto G47, lançados respectivamente em janeiro e abril, incluem rádio FM. Dos 13 lançamentos dos dois anos anteriores, apenas o Moto G86, o Moto G85 e o Moto G75 foram disponibilizados sem o recurso de FM. A Motorola é presidida por um brasileiro, tendo o Brasil como seu terceiro melhor mercado.
  • Observando o acordo da Apple com o Cade recentemente, que liberou meios de pagamentos e lojas de aplicativos alternativos nos dispositivos da marca, o Ministério das Comunicações e a Anatel poderiam endurecer essas regras. Mesmo quando foi requerida pela Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA em 2017, a empresa de Cupertino se recusou a implementar o FM no iPhone, alegando incompatibilidade de hardware. Se a União Europeia já conseguiu forçar a empresa a adotar o USB-C e permitir o sideloading, algo alcançado agora pelo Cade, imagino que uma regulamentação mais rigorosa poderia fazer com que ela e outras empresas aumentassem a disponibilidade do receptor de FM nos aparelhos de celular.



  1. Um projeto de lei, de autoria do deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), está em tramitação no Congresso Nacional. Ela altera o Código Brasileiro de Telecomunicações para incluir o seguinte parágrafo: “Art. 36 (...) § 5º Os aparelhos destinados à recepção de ondas do tipo FM (frequência modulada) deverão incorporar capacidade de recepção de frequências entre 76MHz e 108MHz”. De acordo com o deputado, em entrevista a Jovem Pan, a medida visa oferecer maior segurança jurídica ao setor e garantir que fabricantes cumpram a norma. Madureira acredita que a matéria deve ser aprovada pelo Senado ainda este ano e sancionada no começo de 2027.
  2. A título de curiosidade, há muitos aparelhos baratinhos chineses – encontrados na bagatela de R$ 25 a R$ 40 em marketplaces como o Mercado Livre e a Shopee – que também não têm a banda expandida de AM, ou seja, não recebem as estações de 1610 kHz a 1700 kHz. Entretanto, nenhuma emissora opera nessa faixa no Brasil. É provável que os aparelhos fabricados antes da década de 1990 não tenham acesso a essa faixa.
 
Faltou divulgar amplamente o FM estendido e, sem dúvida, muitas pessoas não encontraram aparelhos compatíveis por preços acessíveis.

Penso que esse cenário poderia ser diferente se as grandes emissoras de rádio tivessem feito um esforço maior para a popularização da faixa estendida do FM, mas algumas rádios que estavam no AM aparentemente se contentaram em obter uma frequência na faixa convencional do FM, deixando o FMe em segundo plano.

Ademais, concordo que a divulgação continua sendo muito relevante, já que conheço várias pessoas (que não são tão fãs de rádio como nós) ouvintes do FM apenas nos carros.

Nesse sentido, como exemplo, vi alguns indivíduos católicos que nunca tinham sintonizado o FMe e que após a ida da Canção Nova para 85,9 MHz em São Paulo passaram a ouvir a emissora nos carros, apesar de em casa continuarem acompanhando a programação pela internet. Ou seja, a ampla divulgação da frequência 85,9 MHz feita pela Canção Nova foi de algum modo efetiva.
 
Foram retiradas ontem (segunda-feira) as informações transmitidas por RDS pela 107,3 MHz acerca da Eldorado.

Aliás, ontem teve uma ótima entrevista no Fim de Tarde da Eldorado com o Daniel Daibem, que trabalhou na emissora. A entrevista ainda está disponível no site da Eldorado.
 
No último dia 7, completaram-se cinco anos de operação do FM estendido no Brasil, como bem lembrou o São Paulo Broadcast em um texto especial publicado no link abaixo:




Tenho alguns pontos para comentar sobre esse assunto, além de abordar alguns tópicos relacionados:
  • As emissoras têm dificuldades de divulgar o dial estendido sem parecer que estão sendo tecnicistas em demasiado. A Rádio Bandeirantes, por exemplo, foi muito básica ao explicar nova faixa ao anunciar a operação em 86,3 MHz em 2023 (como aqui, aqui, aqui e aqui, para focar no dia em que a divulgação se iniciou), que na verdade começou em 2022. Desde então, a emissora nunca dedicou um tempo maior na programação para explicar ao público os detalhes do "som limpo", que funciona até dentro de túneis, como descreveu o jornalista Pedro Campos ao falar sobre a novidade na época.
  • Receptores antigos com a função de TV, como modelos clássicos da Motoradio, podem receber a faixa, já que o dial estendido corresponde aos canais analógicos 5 e 6. Antigamente, para recebê-la, também era possível ativando a "banda japonesa" ou mudando o país para Japão no aplicativo de rádio FM em alguns modelos de celulares. Pelo menos no que percebo, isso é uma coisa que não tem sido explorada pelas emissoras.

Comprei o HT modelo LHD625 da LG em 2018, e curiosamente esse já veio com a faixa estendida antes da obrigatoriedade. Ele é bom pra fazer esses testes
 
Comprei o HT modelo LHD625 da LG em 2018, e curiosamente esse já veio com a faixa estendida antes da obrigatoriedade. Ele é bom pra fazer esses testes
Eu tenho esse HT na sala, comprei em 2020. O único porém é a ausência do leitor de Blu-ray (uso o PS4 para rodar esses discos na sala).

Além disso, na cozinha, também tenho um aparelho da Mondial, com FMe, CD, MP3, USB e Bluetooth.

Mas nenhuma rádio da minha cidade foi para o FMe...​
 
Comprei o HT modelo LHD625 da LG em 2018, e curiosamente esse já veio com a faixa estendida antes da obrigatoriedade. Ele é bom pra fazer esses testes

eu tenho um minisysten da lg o ck43 e ele tem o fme também.
aqui em ribeirão preto chegou a ter duas emissoras no fme a r83 83.1, mas ela migrou pro fm convencional para 91.7 atual mix ribeirão e tivemos também a bandeirantes 85.3 que só repetia a bandeirantes campinas e que também migrou pro fm convencional para 101.9 atual nativa ribeirão
 
Eu tenho esse HT na sala, comprei em 2020. O único porém é a ausência do leitor de Blu-ray (uso o PS4 para rodar esses discos na sala).

Além disso, na cozinha, também tenho um aparelho da Mondial, com FMe, CD, MP3, USB e Bluetooth.

Mas nenhuma rádio da minha cidade foi para o FMe...​

Esse HT na realidade comprei pro outro cômodo da sala à época. Realmente ele não tem blu-ray, e usando em 5.1 o som fica estranho. No final das contas deixei aqui no PC kkkkk. Aliás até as caixas frontais eu troquei, usando de outro LG que foi pro saco que aí sim melhorou a qualidade (ao menos no estéreo)

eu tenho um minisysten da lg o ck43 e ele tem o fme também.
aqui em ribeirão preto chegou a ter duas emissoras no fme a r83 83.1, mas ela migrou pro fm convencional para 91.7 atual mix ribeirão e tivemos também a bandeirantes 85.3 que só repetia a bandeirantes campinas e que também migrou pro fm convencional para 101.9 atual nativa ribeirão

Essa Bandeirantes de Campinas realmente chega forte aqui em Bragança. E curiosamente de São Paulo a 90.9 chega aqui, mas a futura migrante aos 107.3 não
 
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