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Sobre o Horário de Verão, o testemunho de um veterano.

Senta que lá vem história...

Em minha infância, lá pelos anos 1964 a 1967, penava com o horário de verão, pois precisava acordar cedo para assistir às aulas do turno da manhã. Minha avó referia-se ao horário como "Horas Getulianas". A antiga dupla caipira "Alvarenga e Ranchinho" satirizava a ação do governo como "horário abacaxi". A coisa é antiga...

De acordo com uma consulta a IA do Google, os períodos de vigência do Horário de Verão foram estes:

- Primeira instituição (1931-1933):
Criado pelo presidente Getúlio Vargas, vigorou de 3 de outubro de 1931 a 31 de março de 1932, sendo adotado de forma esporádica em anos seguintes.

- Período de interrupção:
A medida foi suspensa em 1933 e, posteriormente, em 1968, durante a ditadura militar.

- Adoção contínua (1985-2019):
A partir de uma seca histórica em 1985, o horário de verão passou a ser adotado anualmente e continuou a vigorar até 2019.

- Regulamentação: Em 2008, um decreto tornou mais permanente o início e o fim do horário, que geralmente acontecia entre o terceiro domingo de outubro e o terceiro domingo de fevereiro.

- Extinção: Em abril de 2019, o governo federal revogou a medida, alegando que a economia de energia havia se tornado mínima e que a alteração impactava o relógio biológico das pessoas.


Normalmente, quando o horário de verão retorna, a mídia informa que a ação governamental se dá por motivos de economia. Poucos dizem que essa medida aumenta o movimento do comércio no fim da tarde, pois as pessoas deixam de ter pressa para ir para casa. Mas esses dois motivos não se justificam; na verdade não se pleiteia ganhos econômicos expressivos, mas evitar o risco e prejuízos de incidentes por sobrecarga no sistema de geração e distribuição, tal como os incomodos "blackouts".

De qualquer modo, o horário de verão ajuda a "achatar" o pico de consumo do período da tarde, e assim alivia o risco de blackout. Porém, agora há outro horário de pico de consumo, o qual se dá na virada da manhã para a tarde, quando o Sol está em máxima atividade. Nesta hora, o consumo energético por aparelhos de ar condicionado aumenta brutalmente.

Muitas empresas acionam geradores diesel no período da tarde até o finzinho da noite, quando o custo de energia fica mais alto (bandeira) em função do aumento de demanda de energia das residências. Provavelmente, terão de acionar também seus geradores entre às 11:00 e 14:00 h.

Não se pode duvidar que chegará o dia que tais restrições chegarão ao consumidor doméstico.
 
A "inserção digital" não é uma forma sutil de segregação social aos velhinhos?
 

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