Eu acompanhei na época todo o processo, e não vi essa inferioridade do sistema japonês.
Houve algum mal entendido aqui, eu nao disse que o padrao japones era inferior... O que eu disse (ou insinuei) é que nao foi uma escolha inteligente.
O que ocorre é que, ao contrario de quem escolhe esses sistemas, eu penso sempre
a longo prazo, e nao no imediato, alem de pensar no custo de escala (para que o consumidor tenha precos menores e mais opcoes de produtos).
O Brasil repetiu praticamente o mesmo erro do PAL-M, achou que o sistema era bom em um aspecto tecnico, porem ignorou completamente os pontos onde nao era, e, o pior, ignorou que o sistema americano (na epoca era o NTSC) podia ate ser pior naquele exato momento, porque era o primeiro (incapaz de raciocinar que, obvio, o NTSC estaria em constante evolucao tecnologica enquanto o PAL-M ficaria parado no tempo), e principalmente ignorou que o padrao americano tinha escala (ou seja, preços menores, alem de um mundo gigantesco de equipamentos compativeis, enquanto o PAL-M seria mais caro porque apenas o Brasil tinha, era um nicho pequeno). Ate mesmo a tv a cabo demorou a chegar ao Brasil exatamente por conta dessa obrigatoriedade legal de usar a porcaria do sistema PAL-M (isso so foi possivel quando a legislacao mudou, e permitiram usar tambem o sistema NTSC no Brasil).
Na época, o sistema japonês era o que melhor se encaixava nos padrões técnicos de transmissão para dispositivos móveis.
E... No que isso realmente foi importante? Na pratica nao fez diferença alguma... Quem assiste tv diretamente no sistema ISDB? As pessoas assistem é via streaming.
também se tinha em mente um modelo mais focado em programação única (sem multi programação) e em alta definição.
Contudo usaram o argumento da multiprogramacao para "vender" a imagem que o ISDB seria melhor para o Brasil (mas é outra feature que nao fez a menor diferença)...
Seja por má fé, seja por pura burrice, mais uma vez "ignoraram" que o ATSC iria continuar evoluindo, e os equipamentos seriam mais baratos para o consumidor.
e nos testes feitos na época pelo consórcio que estava à frente da decisão do padrão, o modelo japonês também foi o que mais se encaixou e teve melhor desempenho.
Na verdade quem pressionou pelo ISDB foi a Rede Globo, porque ela nao teria que pagar royalties, como seria com o ATSC. Ao mesmo tempo, a Rede Globo tambem pressionou para nao ser permitido usar multiprogramacao (essa parte é de conhecimento público).
Ou seja, a escolha teve mais a ver com os interesses da Rede Globo (nao que isso seja intrinsicamente ruim, porem nesse caso eu acho que foi, porque todo equipamento ISDB era bem mais caro que o mesmo equipamento ATSC. Perdeu o consumidor.).
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