Independentemente de qualquer viés político, sou obrigado a discordar - e faz parte da democracia que não pensemos igual. Apesar de eu ainda achar que o modelo de financiamento da TV Brasil deveria ser híbrido, o que defendo para a autonomia da EBC e dificuldades orçamentárias que são sempre vivenciadas pela empresa quando há corte de despesas.
Mas sobre a programação, não tem no mundo quem me faça achar que uma grade que misturava atrações governamentais com reprises superfaturadas de novelas bíblicas era melhor do que a atual. Inclusive, nesse meio tempo, já vi diversos filmes brasileiros (muito bons, por sinal). Em horário nobre, concorrendo com a novela e com o Programa do Ratinho.
Sem falar em séries independentes que foram exibidas por meio do Prodav, como "Se Avexe Não", produzida aqui no Ceará. O próprio Sem Censura é um ótimo programa, já vi diversas entrevistas excelentes com especialistas. De fato, há de ser feita uma crítica, sim, porque às vezes parece um programa de "panelinha", mas dizer que é um programa "100% chapa branca", já discordo. A própria direita, inclusive, usou um recorte nos últimos dias para falar da entrevista com o Lula defendendo que a Nath Finanças teria divergido do presidente. E, de fato, divergiu, mas isso faz parte de um debate saudável e corrobora o que eu disse. Inclusive pela repercussão em si, o que já prova que a TV Brasil segue relevante no debate público.