Com todo respeito, acredito que seja pouco provável que a TV TEM invista na instalação de uma nova sede geradora em Presidente Prudente em pleno 2025. O cenário atual da comunicação é outro: a internet vem assumindo cada vez mais espaço, e o custo de implantação e manutenção de uma geradora é extremamente elevado. Nesse sentido, dificilmente o grupo estaria disposto a arcar com esse tipo de despesa.
Vale lembrar que a Globo já vinha, há bastante tempo, sinalizando um certo distanciamento em relação à TV Fronteira, e encontrou nas últimas mudanças, inclusive no processo eleitoral, uma oportunidade para consolidar essa decisão. Infelizmente, a nós, enquanto público da região, resta apenas aguardar possíveis investimentos da TV TEM, ainda que, reconhecidamente, a qualidade do trabalho local deixe a desejar em diversos aspectos.
Não podemos, no entanto, ignorar o mérito da TV Fronteira, que durante anos manteve um jornalismo regional sólido e de grande relevância para Presidente Prudente e cidades vizinhas. Enquanto isso, emissoras como a Band poderiam resgatar um espaço mais relevante em nossa região, mas, ao que tudo indica, a prioridade segue voltada para praças maiores, como São José do Rio Preto, que gera mais retorno comercial e publicitário.
Diante desse contexto, não me surpreenderia se a TV TEM não tivesse interesse em adquirir a TV Fronteira, justamente pelo custo adicional que isso representaria. Aliás, a própria emissora já vem unificando telejornais e reduzindo operações em cidades menores, o caso de Itapetininga é um exemplo claro, com uma redação reduzida instalada dentro de um shopping.
Talvez o caminho fosse avaliar novas parcerias com outras redes, como a RedeTV!, já que Record e SBT, aparentemente, não demonstram interesse. Do contrário, corremos o risco de ver o fechamento definitivo de operações locais, o que seria uma grande perda para nossa região, que é tão relevante e estratégica no Estado de São Paulo.