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Como contornar o "delay" sem ficar com cara de bobo?

Membro conhecido
Oct
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Com a digitalização das comunicações, ganhou-se em qualidade, mas perdeu-se em atualidade.
A atualidade, na forma mais radical, é o tempo necessário para a efetivação da comunicação.

Antes da Era Digital, nas transmissões esportivas todos gritavam "gol" na mesma hora.
Atualmente, as rotas digitais para a chegada da informação do gol são as mais diversas. Logo, cada rota tem um tempo diferenciado.

O atraso que havia entre a imagem de TV e a locução radiofônica desapareceu. É possível ouvir rádio e ver TV como se o fato visual e a narração acontecesse na mesma hora. No entanto, quem assiste TV via cabo, recebe a "notícia" do gol atrasada em relação aos canais terrestres. Isso irrita alguns. A solução é ouvir a narração do jogo com fones de cabeça com isolação acústica total.

O mais engraçado acontece nos telejornais. Por exemplo, o apresentador de estúdio faz uma pergunta para um repórter em local remoto. Quanto maior distância o tempo de resposta fica cada vez maior. Assim sendo, feita a pergunta originada do estúdio, assistimos ao repórter balançar a cabeça por algum tempo, até que finalmente responde. Uma situação anedótica.

Para contornar essa situação, sugerimos à produção do telejornal que introduza algumas falas de enchimento de lingüíça previamente calculadas, até o momento da resposta do repórter remoto.

A deixa deveria ser dada ao repórter que poderia iniciar sua resposta mesmo antes do apresentador de estúdio terminar a "pergunta". Outra possibilidade é expor na tela um relógio de contagem regressiva.

Nas teleconferências não é diferente. É necessário esperar aquele que fala terminar sua mensagem, para depois responder.
Mas os "atropelamentos" são constantes. Uma dica de protocolo na radiocomunicação: quando terminar sua exposição diga "câmbio" como nos velhos tempos da comunicação "half-duplex".

Glossário

Comunicação Simplex - Canal simples e unidirecional, como na radiofonia.
O locutor só transmite e o ouvinte só recebe. Nos primórdios, a interatividade acontecia por correio.

Comunicação Half-Duplex - Canal simples, porém bidirecional.
Usada por radio amadores. Um fala outro escuta. Para inverter os papeis, inverte-se a rota.
Câmbio: chave de inversão de função: quem recebe passa a transmitir e quem transmite passa a receber.

Comunicação Full-Duplex - Canal duplo, bidirecional em tempo real.
Usado nos telefones, desde os tempos de Graham Bell.

Com a digitalização da telefonia, o problema voltou devido ao atraso de propagação da mensagem.
Isso lembra as "gags" das aventuras de Chaves, quando dois personagens decidiam tomar a palavra na mesma hora e nenhum deles conseguia falar.
 
Última edição:
Aug
32
23
Já que estamos divagando sobre o tema:

Não perdeu-se nada. O problema tornou-se aparente pois estamos utilizando ao máximo a tecnologia criada (talvez não com esse intuito);
Antes todos gritavam gol ao mesmo tempo pois só estavam vendo os gols regionais ou um grande nacional. Não existia opção. 12 canais era o que a tecnologia conseguia disponibilizar. A qualidade de imagem também era ruim. Sinal com chiado, interferência. O custo dessas melhorias foi digitalizar as transmissões (infelizmente ou felizmente, futebol e esportes ao vivo representam aprox. 5% da grade semanal de um canal que trabalhe com esse conteúdo. Se considerarmos todos os canais o número diminui mais ainda);
Sobre telejornal ao vivo, embora sofram o mesmo problema de baixo custo-retorno de melhorar a tecnologia, eles já criaram uma mini-solução que é o ponto eletrônico. O sinal de áudio chega antes da imagem e se o repórter é experiente ele sabe lidar com a situação. Se adotassem a solução de encher linguiça até o repórter começar a falar, isso teria que ser baseado na distancia do link, as frases não só teriam que ser calculadas em frações de segundos como também baseado na velocidade de fala do apresentador. Mas espera ai, será que já não fazem isso? Preste atenção no jornal e conseguirá notar o padrão na chamada do link ao vivo e pesquise sobre o teleprompter. Embora o apresentador tenha suas habilidades, a maioria das vezes ele lê o teleprompter de forma automática.
Não é só na telecomunicação que tem que esperar o outro terminar de falar para responder. É no dialogo comum do dia a dia. Quando estamos face a face já acostumamos com as dicas visuais e por isso não percebemos quao essencial eles são. Note como todos temos dificuldades em se comunicar com mascaras. Não é por que não ouvimos mas por que perdemos aquela variável da equação.

O problema não surgiu. Ele sempre existiu!:alien:
 
Membro conhecido
Oct
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O mais engraçado acontece nos telejornais. Por exemplo, o apresentador de estúdio faz uma pergunta para um repórter em local remoto. Quanto maior distância o tempo de resposta fica cada vez maior. Assim sendo, feita a pergunta originada do estúdio, assistimos ao repórter balançar a cabeça por algum tempo, até que finalmente responde. Uma situação anedótica.

Um truque interessante seria reproduzir a mesma pergunta feita no estúdio em volume de áudio mais baixo, enquanto o repórter remoto balançar a cabeça.
 
Membro conhecido
Oct
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Nos tempos áureos da televisão onipresente (pois é, com a internet esse tempo já se foi), um lapso de tempo na grade de programação tinha um valor extraordinário.

Um segundo de anúncio comercial no Jornal Nacional custava uma fábula.

A gigantesca estrutura jornalística da TV Globo, por exemplo, tinha um pouco mais de meia hora (espaço entre duas novelas) para apresentar os fatos do dia.

Hoje, as fontes de informação pulverizaram-se. Qualquer pessoa pode produzir e divulgar conteúdo.

O mal dessa realidade é o surgimento de especialistas em encher linguiças. Uma nota que poderia ser dada e explicada em três minutos, rouba mais de meia hora do tempo de seguidor.

A internet tornou-se um botequim, ponto de enconto de quem gosta de jogar conversa fora.
 
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