Ozempic e o perigo por trás da ‘solução mágica’ para perda de peso

Popularidade de remédios como Ozempic preocupa especialistas

A busca por uma “solução rápida” para a perda de peso tem levado muitas pessoas a usar medicamentos como Ozempic e Wegovy, originalmente desenvolvidos para tratar diabetes tipo 2.

Esses remédios, conhecidos como agonistas do receptor GLP-1, reduzem o apetite e ajudam no controle do açúcar no sangue.

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No entanto, sua popularidade crescente tem levantado preocupações sobre o uso indevido e o risco de agravar transtornos alimentares.

Segundo Sarah Cox, psicóloga clínica da Butterfly Foundation, esses medicamentos podem ser especialmente atraentes para pessoas com histórico de distúrbios alimentares.

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“Eles são vendidos como uma solução rápida e fácil para perda de peso, o que não é verdade”, alerta. A fundação, que oferece suporte a australianos com transtornos alimentares, tem registrado um aumento no número de ligações relacionadas ao uso desses remédios.

Por que o uso de Ozempic preocupa?

  • Atração por soluções rápidas: Muitos veem os medicamentos como uma “fórmula mágica” para emagrecer.
  • Risco de distorção da imagem corporal: O uso pode reforçar a ideia de que o valor pessoal está ligado ao peso.
  • Ganho de peso após a interrupção: A recuperação do peso perdido pode causar frustração e agravar transtornos.
  • Impacto psicológico: A mídia que celebra a perda de peso pode aumentar a insatisfação corporal.

No Brasil, mais de 15 milhões de pessoas vivem com transtornos alimentares, e menos de um terço recebe tratamento.

Um estudo realizado em 16 países, entre eles o Brasil, e mencionado durante a audiência pública, revela que um em cada cinco jovens entre 6 e 18 anos sofre com transtornos alimentares. Entre as mulheres, o índice é ainda mais alarmante, atingindo um terço desse grupo.

O que dizem os especialistas?

Ambas as especialistas defendem uma triagem mais rigorosa por parte dos profissionais de saúde para identificar preocupações com a imagem corporal e transtornos alimentares antes de prescrever esses medicamentos.

“Focar apenas no número da balança pode causar mais danos”, afirma Dr. Trobe.

Além disso, há pesquisas preliminares sugerindo que os agonistas GLP-1 podem ajudar no tratamento de transtornos de compulsão alimentar, mas os estudos ainda são limitados.

“Precisamos entender se esses medicamentos abordam as causas subjacentes ou apenas os sintomas”, ressalta Dr. Cox.

Enquanto isso, o conselho é claro: quem luta com transtornos alimentares deve buscar ajuda profissional antes de considerar qualquer medicamento para perda de peso. A saúde mental e física deve sempre vir em primeiro lugar.

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