Bom texto. Aborda bem a situação da emissora e as razões que a trouxeram até aqui. Eu não gostava do excesso de futebol. Aliás, acho que nem devia ter futebol nesse tipo de rádio, mas inventaram isso e foi, talvez, uma das coisas que descaracterizaram a Transamérica do modo como ela era no início dos anos 90. Será que se tivessem deixado pra trás qualquer mágoa que pode ter acontecido entre profissionais, poderiam ter trazido de volta radialistas incríveis como Ruy Balla e Rui Riveglini? Nunca saberemos o que realmente aconteceu entre os ex-radialistas que já passaram por ali, além desses dois que citei, mas foram os que mais marcaram, na minha opinião. Lembro-me até do Ciro Botini e, claro, Tina Roma. Sim, os tempos são outros, mas eu ouvia a Transamérica não só por causa das músicas, mas principalmente pela irreverência e bom humor desses radialistas aí. Será que eles não conseguiriam ter adaptado a fórmula de sucesso para os dias de hoje? Agora já era. Só nos resta a lembrança de uma rádio icônica que não vai mais voltar. Uma pena que empresários vaidosos queiram se autopromover fazendo essas barbeiragens. Essa TMC não veio para ser disruptiva, mas, sim, para ser destrutiva.