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Liga de clubes amplia conversa com investidores enquanto aguarda proposta.

Horror900

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Clubes das Séries A e B formalizam bloco e assinam contraproposta para criação da Liga Brasileira de Futebol
A criação da Liga do Futebol Brasileiro tem sofrido entraves em suas discussões iniciais. Nesta segunda-feira, 23 clubes da primeira e segunda divisões entregaram uma nova carta-proposta, em oposição ao projeto assinado por oito clubes da Série A.

O impasse ocorreu principalmente em razão da distribuição de receitas, que seriam distribuídas conforme o “engajamento” de cada instituição. No documento, o grupo afirmou que não irá na reunião do dia 12 de maio, na sede da CBF, e marcou um encontro para o dia 16. Veja a carta a seguir.

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"Diante dos últimos acontecimentos, os Clubes signatários reafirmam o interesse na formalização da Liga de futebol profissional, com o intuito de elevar o nível de qualidade do futebol brasileiro, construindo um campeonato forte, revitalizado e, notadamente, com um padrão de equanimidade nas condições de disputa.

É preciso, porém, pontuar que não haverá Liga sem a união dos 40 (quarenta) clubes participantes das atuais Séries A e B.

Algumas premissas devem ser observadas, tendo como referência que: (i) a Premier League divide igualmente 68% da receita, somando todos os direitos domésticos, internacionais e de marketing; (ii) as Ligas Alemã, Espanhola, Francesa e Italiana distribuem 50% da receita de forma igualitária; e (iii) a diferença de receita entre o primeiro e último clubes respeitam os seguintes limites: Inglaterra (1.6x), Itália (2.1x), Alemanha (3.2x) e Espanha (3.5x).

Para a formalização da Liga de Clubes de futebol brasileiro, os Signatários acreditam no modelo abaixo apresentado:

(i) Divisão de receita de 50% igualitário, 25% performance e 25% comercial, com parâmetros objetivos e mensuráveis;

(ii) Diferença de receita entre maior e menor clube tendo como alvo o limite de 1.6 ao longo do tempo (referência Premier League), com o teto de 3.5 a partir do primeiro ano;

(iii) Compromisso de que a Série B receba 20% dos recursos de venda de direitos de transmissão.

Os Signatários envidarão todos os esforços possíveis para reunir os 40 (quarenta) clubes e formatar a Liga, sempre na base do diálogo e da razoabilidade, firmando também o compromisso de que, caso não haja a efetiva formalização, irão avaliar, em conjunto, a negociação dos direitos de transmissão e demais propriedades inerentes ao futebol e suas respectivas competições para os anos posteriores a 2024.

Os Clubes informam, ainda, que no dia 16 de maio de 2022 se reunirão presencialmente no Rio de Janeiro para formalizar o compromisso em busca de uma composição equilibrada, e que, por tal razão, não se farão presentes na reunião previamente agendada na CBF, no dia 12 de maio de 2022.

O encontro com os 8 (oito) clubes, no que depender da vontade dos Signatários, acontecerá futuramente para que seja apresentada e debatida a proposta descrita nesta carta, na tentativa de alcançar o consenso."

Link com a Informação:https://www.lance.com.br/futebol-na...ra-criacao-da-liga-brasileira-de-futebol.html
 

Horror900

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Liga: sem unidade, clubes podem negociar direitos em blocos
A criação de uma liga, que por princípio deveria unificar os clubes, parece ter, até agora, efeito contrário no Brasil. Os times estão divididos em duas frentes — Liga do Futebol Brasileiro (Libra) e Forte Futebol. Há também um grupo que está em stand by, sem se identificar com nenhum dos lados, mas flertando com ambos. Em discussão, o dinheiro. E a maior parte dele virá das receitas de transmissão de TV.

Com a Liga, esses direitos serão negociados coletivamente, e os valores repassados aos clubes — nessa questão reside a falta de consenso.

O ideal, segundo especialistas em marketing esportivo ouvidos pelo GLOBO, é que todos sentem à mesa e resolvam as suas pendências o quanto antes, pelo bem do produto. Seja para vender os direitos de transmissão ou publicidade, a Liga precisa ter credibilidade. Disputas deixam o mercado inseguro sobre a entrega do que foi prometido.

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Os clubes do bloco do Forte Futebol têm uma reunião marcada para segunda-feira, no Rio, para formatarem sua contraproposta à Libra.

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As discordâncias entre os grupos ainda parecem distantes de serem resolvidas. Caso não haja unanimidade, os grupos se tornarão blocos que negociarão os direitos de seus associados em conjunto.

A queda de braço entre os blocos de clubes — Foto: Arte O Globo
A queda de braço entre os blocos de clubes — Foto: Arte O Globo

O próprio estatuto da Libra prevê essa possibilidade. Ele diz que caso não haja uma liga, os clubes associados podem se reunir em até 60 dias, após a dissolução da Libra, para transformar a entidade em uma empresa que representará o grupo em negociações conjuntas de direitos. O Forte Futebol, apesar de não ter feito nenhum documento, também discute estratégia semelhante em suas reuniões.

Fábio Wolff, diretor da agência de marketing esportivo Wolff Sports, diz que para o mercado o ideal é que haja um consenso sobre os direitos de transmissão, o que facilita que outros ativos de publicidade sejam vendidos. Ele afirma que é preciso deixar os patrocinadores tranquilos quanto ao que é entregue:

— Em caso de blocos, não há a garantia que o produto vai ter o mesmo padrão. Cada grupo pode vender seus jogos para uma TV diferente, cada clube fará sua transmissão de maneira diferente e as pessoas podem se perguntar onde assistir aos jogos. Isso faz o produto perder valor. O ideal é se entenderem, designarem um porta-voz e promoverem o evento.

Ainda não se sabe quem sairia ganhando mais com a negociação separada, já que os grupos ainda não estão fechados. Para Armênio Neto, especialista em negócios do esporte, é preciso lembrar que a próxima janela de negociações será diferente porque vai envolver não só os meios de transmissão convencionais, mas também streaming, canais de internet e o pay-per-view dos clubes. Não é possível saber se os clubes ganharão mais ou menos negociando em bloco do que sozinhos. Porém, hoje, conforme os times estão divididos, o bloco que tende a receber mais pelos direitos de transmissão é a Libra.
Link com a Informação:https://oglobo.globo.com/esportes/f...lubes-podem-negociar-direitos-em-blocos.ghtml
 

Horror900

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Clubes negociam divisão de verbas da Libra e tentam entendimento
Na semana em que houve o cancelamento da reunião que daria a chancela final à Libra, as negociações entre os clubes que não aderiram à liga brasileira de futebol seguem em busca de um entendimento. Segundo a Máquina do Esporte apurou, dirigentes dos clubes paulistas que assinaram o estatuto da Libra têm conversado com os times signatários de carta-proposta divulgada na última segunda-feira (9)pedindo divisão mais igualitária de receitas da Libra.

Já assinaram o estatuto de criação da LibraCorinthians, Flamengo, Palmeiras, Red Bull Bragantino, Santos e São Paulo (Série A) e Cruzeiro, Ponte Preta e Vasco (Série B). O time de São Januário foi o último a aderir ao bloco, na segunda-feira (9).

Por outro lado, 11 clubes da Série A (América-MG, Athletico-PR, Atlético-GO, Avaí, Ceará, Coritiba, Cuiabá, Fortaleza, Fluminense, Goiás e Juventude) e 12 equipes da Série B (Brusque, Chapecoense, CRB, Criciúma, CSA, Londrina, Náutico, Operário-PR, Sampaio Corrêa, Sport, Tombense e Vila Nova) fazem parte do bloco que pede verbas mais equânimes no Brasileirão. Esse grupo tem reunião marcada para a próxima segunda-feira (16), no Rio de Janeiro.

Há ainda um grupo independente, que não se alinhou a nenhum dos lados: Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Grêmio, Guarani, Internacional, Ituano e Novorizontino. Desses times, os principais interlocutores com ambos os blocos têm sido Atlético-MG e Internacional. Os dois são também os mais cobiçados, já que contam com bastante torcida, tradição e disputam a Série A do Brasileiro.

O Botafogo, outro independente que está na elite do país, mantém uma posição mais distante, à espera de uma decisão de John Textor, dono da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube.

Aproximação dos clubes

Entre os paulistas, Palmeiras, Santos e São Paulo têm realizado intensas conversas com o grupo dissidente em busca de entendimento. Por ora, o Tricolor paulista é visto como o mais aberto ao diálogo. Já o Fluminense mantém conversas com o Flamengo entre os times da Libra.

Segundo projeções feitas por ambos os lados, as reivindicações do bloco que ainda não aderiu à liga não estariam distantes dos números apresentados no estatuto da Libra, ao menos para o ano inicial de funcionamento do novo campeonato.

O manifesto de segunda-feira (9) pedia que o clube com maior quinhão de verba da Libra tivesse montante apenas 3,5 vezes maior do que o time com menor parcela. O grupo também quer que essa divisão passe por uma transição, cujo período não foi especificado, até que chegue a 1,6 vez a diferença entre a maior e a menor remuneração. É a mesma proporção da Premier League, da Inglaterra, vista como a ideal por essas equipes.

Para os clubes que ainda não assinaram, um avanço do estatuto da Libra é que o documento prevê que os quatro rebaixados tenham remuneração por performance, ainda que essa seja 1/12 da verba destinada ao campeão. Atualmente, quem cai para a segunda divisão não recebe nada por desempenho.

Distância das propostas

No entanto, há mais pontos de discórdia na divisão de receitas. O estatuto da Libra indica que o montante arrecadado com direitos de transmissão e patrocínio seja dividido 40% de forma igualitária, 30% por performance no campeonato e 30% por engajamento. Já a carta-proposta de segunda-feira (9) sugere que essa distribuição ocorra com 50% de maneira igualitária, 25% por desempenho e 25% no que se chamou de “comercial, com parâmetros objetivos e mensuráveis”.

A carta-proposta também reivindica que 20% da verba arrecadada seja destinada à Série B, o que atraiu vários clubes da segunda divisão ao grupo. De acordo com dirigentes ouvidos, atualmente essa proporção seria de 10%. O estatuto da Libra já prevê aumento para os times da Série B, com 15% do montante destinado a eles.
Link com a Informação:https://maquinadoesporte.com.br/fut...isao-de-verbas-da-libra-e-tentam-entendimento
 
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