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Invista em Eletrodólares

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Economia e Moedas Virtuais

Mensagem
por Jonas Paulo Negreiros


Ao longo da história humana, o homem passa de coletor para caçador, agricultor e assim por diante. A cada fase, a atividade econômica impôs a especialização de profissões e a evolução nos meios de troca.

A moeda original era completamente física. Japoneses, por exemplo, usavam arroz como base de troca. Primitivos romanos usavam sal.

Vem a fase de moedas metálicas, papel-moeda com lastro em metal e, por fim, moedas que se lastreiam com a própria atividade econômica de um país. As moedas baseadas somente na confiança de uma boa gestão econômica pelos governos funcionam muito bem, desde que estes não caiam em tentação de emitir mais moedas para cobrir déficits e rombos em projetos perdulários.

Modernamente, surgem as cripto moedas como forma de proteção de capital e investimentos.

Aparentemente, as cripto-moedas são imunes a inflação decorrente de erros de gestão de governos locais.

Uma cripto moeda é apregoada com uma reserva de valor não-rastreável. Isso alimenta o apetite de bons e ruins investidores.

Os negócios com cripto moedas dependem de uma Internet livre e independente.
Essa coisa chamada WWW, a teia mundial da Internet é realmente tão livre assim?

Como eletrotécnico, sugiro uma nova moeda baseada na energia.

O homem primitivo dependia exclusivamente de sua energia. A média estimada de consumo por indivíduo girava em torno de 2.000 quilo-calorias por dia. O homem tecnológico norte-americano dos anos 1970 consumia 230.000 quilo-calorias por dia. Logo, trata-se de um bem de primeiríssima necessidade, o qual o mercado quer cada vez mais.

Não é à toa que os EUA, quando deixou de lastrear o dólar pelo ouro, adotou o petróleo como base de valor.

A energia elétrica é um bem de fácil conversão: pode se transformar em calor, luz, movimento.
Essa energia move a indústria em geral, modernamente a informática e entretenimento.

A energia elétrica é facilmente distribuída, Estados Unidos (exceto o Estado do Texas) e Brasil tem sua rede de transmissão praticamente unificada.

Recentemente, o Brasil passou por um grande surto de desenvolvimento. Curiosamente, o País entrou em recessão econômica quando as reservas energéticas represadas em barragens hídricas começaram a se esgotarem.

Trocado em miúdos, usar o kwh (quilowatt-hora), uma quantidade de trabalho muito bem definida, poderá ser a nova moeda lastreável e rastreável.

A produção de energia elétrica por meios não convencionais (fotovoltaica, eólica) começam a ganhar seu espaço na na matriz energética mundial. Vem aí os energívoros veículos propelidos por eletricidade. A troca do petrodolar pelo eletrodolar seria uma boa barganha? Ou o eletrodolar pode entrar em curto-circuito também
Razz
?

Saiba mais sobre o apetite energético do ser humano em toda a sua história:
http://www.cepa.if.usp.br/e-fisica/divulgacao/oqueefisica/goldembergt.php
 
Membro
Nov
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É uma proposta interessante, mas haveria um controlador dessa eletromeoda? Seria possível um usuário comum gerar mais lastro através da geração de energia, como a solar por exemplo?
 
Membro conhecido
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Obrigado pelo interesse, Hélio!

A principal moeda da atualidade é o petrodolar. Seu valor é regulado pelas necessidades de mercado, mas também por conflitos e forças coercitivas.

Hoje há um mercado nascente para compra e venda de energia elétrica, algo que deve crescer com o tempo.

É certo que a mercadoria mais desejada é o dinheiro, em forma de alguma moeda.

Qualquer moeda para representar valor deve ter algum vínculo com a realidade, isto é: lastro, algo que definitivamente as moedas virtuais, como o próprio nome declara, não têm.
 
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