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Globo surpreende e libera madrugadas para afiliadas

Mudança inédita abre espaço para conteúdos locais

Globo abre espaço para afiliadas na madrugada

A partir de janeiro, a Globo dará um passo importante em sua relação com as afiliadas ao liberar boa parte da faixa da madrugada para produções regionais. A decisão, que muda uma tradição de décadas na emissora, promete mexer com o modo como o público consome TV nesse horário e, principalmente, com o papel das afiliadas na criação de conteúdo próprio.

Até hoje, as madrugadas da Globo eram ocupadas quase integralmente por reprises de novelas e programas de humor. Agora, esse espaço será aberto para que cada afiliada decida o que exibir. Segundo o site TV Pop, as emissoras locais terão liberdade para preencher parte da grade com atrações regionais, o que inclui jornalismo, entretenimento e até programas culturais.

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A decisão reflete um movimento maior dentro da emissora: fortalecer o vínculo com as comunidades locais. A Globo parece ter entendido que, mesmo com o avanço do streaming, ainda há valor em falar diretamente com o público de cada região — e que a madrugada, antes vista como um horário de menor relevância, pode se transformar em um laboratório criativo.

O que muda na prática

Afiliadas da Globo pelo Brasil em 2022

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Na prática, a Globo vai abrir o espaço atualmente ocupado pela reprise da novela das 19h e pela Sessão Comédia na Madrugada. As afiliadas poderão manter essa programação nacional caso desejem, mas também terão a opção de substituí-la por conteúdos próprios.

Essa liberdade, inédita em escala nacional, deve beneficiar especialmente emissoras que já têm tradição em produções locais. Cidades como Recife, Salvador, Porto Alegre e Curitiba, por exemplo, possuem equipes criativas e redações preparadas para entregar conteúdo de qualidade — e agora terão mais visibilidade dentro da grade da maior emissora do país.

A mudança também representa uma oportunidade para novos talentos. Apresentadores, repórteres, humoristas e produtores locais poderão conquistar espaço em uma vitrine poderosa, atingindo públicos que antes eram limitados por uma programação totalmente centralizada no Rio de Janeiro.

Entre os tipos de programas que podem surgir nessa nova fase, estão:

  • Revistas culturais com foco em tradições locais e histórias da comunidade;

  • Programas de humor regional, destacando sotaques e expressões típicas;

  • Talk shows locais, com personalidades e influenciadores de cada estado;

  • Quadros jornalísticos com temas comunitários e prestação de serviços;

  • Produções independentes feitas em parceria com universidades ou coletivos criativos.

Essa abertura não apenas renova a TV aberta, mas também cria um novo espaço para a economia criativa. Pequenas produtoras poderão firmar parcerias com afiliadas para preencher essas faixas, gerando empregos e ampliando a diversidade de vozes no audiovisual.

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